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Dr. Ciro Vieira da Cunha

O paulista de nascimento que se considerava capixaba de coração

Natural do estado de S. Paulo (SP) nasceu em 1° de junho de 1897, filho de Juvenal Vieira da Cunha e de Evangelina Vieira da Cunha.

Sua infância foi passada em Sorocaba, terra de seus ascendentes maternos. Formou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1922. Sua vinda para o Espírito Santo se deu acidentalmente quando leu, em jornal de grande circulação editado no Rio de Janeiro, mensagem contendo interesse de autoridades municipais na contratação de um médico para a Vila de Conceição do Castelo (Castelo – ES).

Aceitou o convite e naquele Distrito de Castelo teve que vencer dificuldades até como o de alugar imóvel residencial num local onde, em 1923, não havia energia elétrica nem água encanada.

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Em 1925 transferiu-se para Castelo, onde permaneceu por 7 anos, e se casou com Ilca Vieira da Cunha, e nasceram dois de seus filhos: Rui e Leda. Em Castelo, elegeu-se Vereador em 1929 — 1930, e fundou e dirigiu o jornal “A Hora”, com seu primeiro número circulando no dia 16 de novembro de 1930, iniciando ali uma atividade que iria no futuro substituir sua atividade como médico.

Dr. Ciro Vieira da CunhaAlém de médico, Ciro Vieira da Cunha foi professor, poeta, biógrafo, cronista e principalmente jornalista. Em 1932, abandonou a medicina e a política e se mudou para Vitória, onde passou a exercer sua vocação como homem de imprensa. Foi redator-chefe do “Diário da Manhã” e colaborador de outros órgãos da imprensa local: “A Tribuna”, “Folha do Povo”, “A Gazeta” e das revistas: “Vida Capichaba” e “Canaã.”.

Exerceu o cargo de diretor da Imprensa Oficial, foi professor no Ginásio do Espírito Santo, no Colégio do Carmo, no Colégio Americano Batista de Vitória e finalmente na Escola Normal Pedro II (hoje Maria Ortiz) da qual foi Diretor em 1936/37 e 1940.

Foi Secretário de Estado da Saúde e Assistência e da Educação e Cultura e durante pequeno espaço de tempo — 26 de novembro a 11 de dezembro de 1946 — Interventor do Estado.

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Foi eleito para a Academia Espírito-Santense de letras, Cadeira n° 25. Residindo no Rio de Janeiro faleceu em 26 de junho de 1976, aos setenta e nove anos na Casa de Saúde São José (RJ). Copidesque: Rubens Pontes.


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