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domingo, 23 junho, 2024

Casos de chikungunya no ES cresce mais de 1.000% neste ano

Até o momento, foram registrados 6.467 possíveis infectados e um óbito em Cariacica

Por Kebim Tamanini

O número de casos prováveis de chikungunya no Espírito Santo, comparando a primeira semana epidemiológica com a 12ª semana, teve um aumento de mais de 1.000%, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Em 06 de janeiro, havia 81 casos, enquanto em 28 de março foram registrados 1.084 casos, totalizando 6.467 possíveis infectados e um óbito em Cariacica neste ano.

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De acordo com o Ministério da Saúde, a doença é caracterizada por sintomas como febre alta de início repentino e dores intensas nas articulações. Assim como a dengue e a Zika, a chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Apesar das semelhanças nos sintomas, a principal diferença entre a dengue e a chikungunya é a dor nas articulações, muito mais intensa nesta última, afetando principalmente pés e mãos, geralmente nos tornozelos e pulsos.

“Ela leva a um acometimento do sistema neurológico dos pacientes, além do acometimento de órgãos como fígado e rins. Além disso, também tem as questões articulares. A chikungunya pode matar, principalmente quando encontra pela frente pacientes com comorbidades pré-estabelecidas, como diabéticos, pessoas com doenças cardiovasculares, idosos, crianças e gestantes. Esses são os grupos mais vulneráveis à ocorrência de óbitos”, afirmou o coordenador do Programa Estadual de Combate ao Aedes aegypti, Roberto Laperriere Júnior.

O diagnóstico da chikungunya deve ser feito por um médico e pode ser confirmado por exames laboratoriais específicos, disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Como a doença é transmitida por mosquitos, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros em suas casas e vizinhanças.

“É possível que a população não esteja fazendo o dever de casa da forma adequada. Vale destacar que para a chikungunya, Zika e a dengue, o mosquito transmissor é o mesmo”, frisou Laperriere sobre o aumento de casos.

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