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sábado, 18 maio, 2024

Duas mortes por chikungunya do ES aconteceram em Cariacica

Em 2024 já foram contabilizados 9.929 casos, um aumento de 43% em relação ao mesmo período do ano passado

Por Kebim Tamanini

Os casos de chikungunya continuam altos no Espírito Santo. Na última semana epidemiológica divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), foi registrado mais 1.070 pessoas infectadas e duas mortes que aconteceram em Cariacica. Em 2024, nos quatro primeiros meses, já foram contabilizados 9.929 casos, um aumento de 43% em relação ao mesmo período do ano passado, que tinha 6.921.

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De acordo com o Ministério da Saúde, a doença é caracterizada por sintomas como febre alta de início repentino e dores intensas nas articulações. Assim como a dengue e a Zika, a chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Apesar das semelhanças nos sintomas, a principal diferença entre a dengue e a chikungunya é a dor nas articulações, muito mais intensa nesta última, afetando principalmente pés e mãos, geralmente nos tornozelos e pulsos.

“Ela leva a um acometimento do sistema neurológico dos pacientes, além do acometimento de órgãos como fígado e rins. Além disso, também tem as questões articulares. A chikungunya pode matar, principalmente quando encontra pela frente pacientes com comorbidades pré-estabelecidas, como diabéticos, pessoas com doenças cardiovasculares, idosos, crianças e gestantes. Esses são os grupos mais vulneráveis à ocorrência de óbitos”, afirmou o coordenador do Programa Estadual de Combate ao Aedes aegypti, Roberto Laperriere Júnior.

O diagnóstico da chikungunya deve ser feito por um médico e pode ser confirmado por exames laboratoriais específicos, disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Como a doença é transmitida por mosquitos, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros em suas casas e vizinhanças.

“É possível que a população não esteja fazendo o dever de casa da forma adequada. Vale destacar que para a chikungunya, Zika e a dengue, o mosquito transmissor é o mesmo”, frisou Laperriere sobre o aumento de casos.

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