Produtores do ES recebem certificação de origem e qualidade com apoio do Incaper, após cumprirem critérios técnicos e sustentáveis
Por Letícia Arcanjo
Uma propriedade rural de Jaguaré, no Norte do Espírito Santo, conquistou o selo de Indicação Geográfica (IG) do Café Conilon para café torrado, certificação que atesta a procedência, a qualidade e o cumprimento de boas práticas.
A área pertence a Fábio Nicolau de Souza e Valquíria Pagung, e a conquista contou com apoio técnico do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural, por meio do projeto Cafeicultura Sustentável.
Para obter o selo, os agricultores precisam cumprir critérios rigorosos, como explica o extensionista do Incaper e coordenador do projeto, Welington Marré, em entrevista à ES Brasil.
Entre as exigências estão a localização dentro da área delimitada, que abrange os 78 municípios capixabas, a adoção de boas práticas de produção e sustentabilidade, além da rastreabilidade e da comprovação de qualidade, com pontuação mínima de 80 pontos na avaliação sensorial.
No âmbito do projeto Cafeicultura Sustentável, também é necessário atingir níveis elevados de sustentabilidade, com indicadores superiores a 70 pontos. Para alcançar esse padrão, a propriedade passou por um diagnóstico detalhado, que orientou a implementação de melhorias em diferentes etapas da produção.
Entre os avanços estão o aperfeiçoamento do manejo do solo, ajustes na colheita e melhorias no pós-colheita, etapa essencial para agregar valor ao produto.
Segundo Marré, o Espírito Santo já conta com três Indicações Geográficas para café, sendo elas do conilon, do arábica das Montanhas do Espírito Santo e do arábica do Caparaó. No caso do conilon capixaba, trata-se de uma Indicação de Procedência. “O Estado hoje é reconhecido nacionalmente e mundialmente como referência na produção de café conilon. É o principal produtor do Brasil”, afirma.
Além de representar um reconhecimento técnico, o selo de Indicação Geográfica funciona como uma garantia para o consumidor, ampliando a confiança do mercado e abrindo oportunidades para novos negócios.
“O selo é muito importante porque dá mais garantia sobre a procedência desse produto, mostrando que ele está sendo produzido de forma sustentável, que respeita às dimensões social, ambiental e econômica e que possui rastreabilidade”, destaca.

