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terça-feira, 23 abril, 2024

Buaiz garante tradição no café da manhã dos capixabas

Américo Buaiz Filho fala do pioneirismo do grupo nos anos 80 e do orgulho que tem do legado de seu pai

Por Amanda Amaral

A Buaiz Alimentos – que integra um dos grupos mais tradicionais da economia capixaba, o Grupo Buaiz, não poderia deixar de ter relação com o café do Espírito Santo. No comando da companhia, Américo Buaiz Filho tem a missão de levar adiante o legado de seu pai, Américo Buaiz, e de aprimorar marcas de forte presença na mesa do capixaba, entre elas, a do Café Número Um.

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O Grupo foi fundado em 1942, mas expandiu seus negócios ao longo dos anos, ampliando suas atividades para diferentes segmentos econômicos operando nos mercados de alimentos, comunicação, shopping center, imobiliário, de educação e de investimentos. Em entrevista exclusiva à Revista ES Brasil, o empresário comenta como sua família iniciou os negócios no setor cafeeiro.

No setor de alimentos, a família foi pioneira com o Moinho Buaiz. Na década de 80, o Grupo acrescentou o Café Gato Preto aos seus negócios, mais um ineditismo. A empresa foi a primeira indústria de torrefação do Espírito Santo, registrada no IBC – Instituto Brasileiro do Café sob o número “1”, o que mais tarde levou ao nome Café Número Um, uma nova marca para a Buaiz Alimentos.

Ao assumir a companhia, Américo Buaiz Filho foi responsável por uma nova fase do Grupo, com ampliação e diversificação do portfólio de negócios. Em 2009, o Café Número Um ganhou nova fábrica na Serra, Espírito Santo, e todos os cafés passaram a ter certificados com o selo de controle de pureza e qualidade da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC).

Na entrevista, Américo Buaiz Filho comenta sobre os rumos da empresa atualmente e o que pensa sobre o mercado de café. Também fala sobre o legado de seu pai, falecido em 1999.

Américo Buaiz foi o fundador do Grupo Buaiz ajudou a promover o desenvolvimento econômico no Espírito Santo com suas indústrias e participou ativamente da criação de instituições importantes para a organização do empresariado capixaba, como a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Espírito Santo (Fecomércio-ES) e da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes).

Como foi, ainda nos anos 80, comprar uma indústria para agregar um novo produto?

Operávamos, naquele momento, apenas com o Moinho de Trigo (Farinha Regina) e tínhamos o projeto de diversificação, que considerava como possibilidade investir em café torrado e moído, o que complementaria nossa atuação e otimizaria nossa comercialização junto aos mesmos pontos de venda, como supermercados e padarias, entre outros.

Como foi para o grupo entrar no ramo do café?

Foi uma oportunidade que fez sentido. Compramos uma torrefação já em funcionamento e construímos uma marca icônica: o Café Número Um.

Como era a concorrência na época?

Menos acirrada do que é hoje.

O Grupo Buaiz também atua com cafés especiais. Quais os planos para esse nicho?

Atuação em nichos é uma tendência. Produzir cafés de qualidade diferenciada para os consumidores exigentes será nosso target.

Com relação às capsulas e grãos torrados, como a Buaiz enxerga esse desafio?

Vamos enfrentá-lo oferecendo aos nossos clientes cápsulas e grãos torrados de qualidade.

Como o Espírito Santo pode avançar na questão dos selos nacionais e internacionais?

Colocando isso como uma autoexigência das próprias companhias produtoras de café.

Quais as vantagens competitivas do Espírito Santo frente ao mercado interno e externo de café, na sua opinião?

São poucas. Faltam ao Espírito Santo, estímulos e incentivos, que existem em outros estados, para promover equidade e competitividade tributária.

O mundo passa por uma recessão econômica e há previsão de queda da safra 2023/2024. Como você analisa a situação atual do café nacional?

É mais um desafio do mundo atual globalizado e cheio de complicações.

Seu pai deixou um grande legado para o desenvolvimento econômico do ES. Como é para você levar este legado adiante?

Um orgulho e um prazer que se renova em cada realização do Grupo Buaiz, que completou 81 anos com muito vigor, inovando e prosperando.

A matéria acima é um conteúdo da edição impressa de ES Brasil n°213/2023. Clique aqui para ler a revista completa.

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