“Inovação não acontece só em uma camada da empresa, acontece na empresa inteira”, disse o diretor de Relações Institucionais do Grupo Águia Branca
Por Kikina Sessa
O que leva uma empresa a ter uma história bem-sucedida e longevidade? Quem responde é o diretor de Relações Institucionais do Grupo Águia Branca, Bruno Chieppe. A empresa, que começou com a Viação Águia Branca, em 1946, é hoje uma holding com divisões de passageiros, logística e comércio e atuação no Brasil e na América do Sul.
“Acho que é um conjunto de coisas. Dos valores da família que transcendem os negócios, a forma de lidar entre os sócios. A pior coisa que pode acontecer em uma empresa familiar é a briga entre os sócios, é a briga dentro da família”, comenta Bruno Chieppe.
“Cuidar do ambiente harmônico, ter uma governança bem esclarecida, bem detalhada, bem resolvida ajuda bastante”.
O caminho para manter a trajetória de sucesso passa pela inovação, garante Bruno. “Estamos sempre nos adaptando ao que a gente entende que é o que o cliente precisa. Acreditamos no processo de inovação, de transformação numa forma massiva. Porque o processo de inovação não acontece só em uma camada da empresa, acontece na empresa inteira”.
E acrescenta: “Não é estalar o dedo e converter tudo para elétrico. Acreditamos que não vai ser só uma fonte de energia para todas as atividades. Deverá ser customizado. Quando você fala numa distribuição interna dentro da cidade, um veículo elétrico faz sentido. Mas para longa distância talvez seja o hidrogênio ou o diesel verde. Ainda estamos estudando.”
Nesta entrevista, o diretor fala ainda sobre a governança da empresa, sobre o compromisso do grupo com responsabilidade social e compliance e sobre o futuro do Grupo Águia Branca, administrado hoje pela segunda geração da família Chieppe.

