Quantos brasileiros dependem do INSS para aposentadoria?

Os dados revela, ainda, que apenas 16% conseguem pagar suas contas com o remuneração mensal e planejam seus gastos com antecedência (Fotografia - iStock)

Pesquisa revela como os trabalhadores no Brasil são dependentes exclusivamente do INSS

Com todos os debates sobre a reforma da Previdência social, surge a questão: os trabalhadores brasileiros têm algum plano de renda para aposentadoria além do INSS? A resposta é que 81% são exclusivamente dependentes da seguridade social do Governo enquanto apenas 19% possuem planejamento para alcançar os seus objetivos.

A pesquisa foi divulgada pela Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin). Em parceria com a Unicamp e o Instituto Axxus foram entrevistados dois mil funcionários de cem empresas, dos mais diferentes níveis hierárquicos, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Amazonas e Distrito Federal.

Os dados revela, ainda, que apenas 16% dos colaboradores ouvidos são capacitados financeiramente, ou seja, conseguem pagar suas contas com o remuneração mensal e planejam seus gastos com antecedência. Por outro lado, 84% dos entrevistados enfrentam dificuldades para lidar com o dinheiro, sofrem prejuízos ou não entendem de finanças. Essa soma de fatores pode levar ao endividamento e, na maioria das vezes, essas dívidas impactam diretamente no rendimento do trabalhador.

“Os dados são realmente preocupantes, visto que estamos diante de uma iminente reforma da Previdência Social na qual o trabalhador terá que contribuir por um período maior e apenas o dinheiro do governo não será suficiente. É preciso educar financeiramente os trabalhadores com urgência para que eles tenham mais sustentabilidade financeira no futuro. Além disso, o ganho também é para as empresas, já que uma pessoa saudável financeiramente é muito mais produtiva, assim as empresas devem se precaver implementando a educação financeira como um benefício aos seus colaboradores”, explica o presidente da Abefin, Reinaldo Domingos.


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