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Reserva financeira: estratégias para aposentadoria segura

Erika Almeida e Cecília Perini destacam estratégias de investimento, diversificação e disciplina para o planejamento financeiro

Por Letícia Arcanjo

Planejar uma reserva financeira para a aposentadoria é um dos primeiros passos indicados por especialistas para garantir mais segurança no futuro. Segundo Erika Almeida, membro do  Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Espírito Santo (IBEF-ES) e assessora de investimentos, começar cedo e definir quanto se deseja receber por mês facilita o planejamento e reduz o esforço necessário ao longo do tempo.

“Quanto mais cedo a pessoa começa, menos precisa investir por mês. Quem começa tarde precisa investir muito mais para chegar no mesmo resultado. Por isso, o fator mais importante no planejamento de aposentadoria não é o valor investido, mas o tempo”, afirma.

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Em entrevista à ES Brasil, Cecília Perini, líder da XP Investimentos no Espírito Santo, reforça que montar um plano de aposentadoria seguro envolve planejamento e disciplina. Segundo ela, é essencial definir o padrão de vida desejado, estimar os gastos futuros, investir de forma regular, escolher produtos adequados ao longo prazo e revisar o plano periodicamente.

A especialista alerta que alguns erros são recorrentes, como começar tarde, não considerar a inflação, depender apenas da previdência pública e deixar de revisar os investimentos.

O primeiro passo para começar esse planejamento, segundo Erika Almeida, é imaginar um valor confortável para viver bem, considerando estilo de vida, saúde, viagens, alimentação e segurança financeira.

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Em seguida, utiliza-se a chamada “regra da retirada segura”, que indica que é possível retirar cerca de 4% ao ano do patrimônio sem correr o risco de o dinheiro acabar. Erika explica que essa regra, conhecida como Regra dos 4%, é amplamente utilizada no planejamento financeiro mundial.

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Na prática, isso significa que o patrimônio necessário costuma ser aproximadamente 300 vezes o valor da renda mensal desejada, considerando que os investimentos continuam rendendo ao longo dos anos.

Ambas as especialistas ressaltam ainda a importância de uma carteira diversificada, combinando investimentos mais seguros com aplicações voltadas ao crescimento do patrimônio.

Entre os exemplos citados estão Tesouro IPCA+, previdência privada, fundos de investimento, renda fixa privada e uma parcela em renda variável, como ações e ETFs internacionais. Essa combinação, segundo elas, protege o dinheiro da inflação e permite que o patrimônio cresça ao longo dos anos.

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