Prepare-se para a aposentadoria com a previdência privada

Edna, Margareth e Mariana: hábito de investir em previdência privada passa de geração para geração

Investimento de longo prazo deixará sua vida mais segura

 

 

Enquanto o país discute se a reforma envolvendo as regras de aposentadorias, pensões e auxílios será a solução para o rombo nas contas públicas, mais e mais brasileiros têm optado pela garantia do conforto na velhice por meio da previdência privada. Não é de hoje que os noticiários falam sobre o déficit do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que cresceu 7% de 2017 para 2018, saltando de R$ 182,45 bilhões para R$ 195,197 bilhões, segundo dados do Ministério da Economia. E as perspectivas não são animadoras: se nada for feito, conforme os números da pasta até 2026 a União gastará cerca de 82% de seu orçamento com o pagamento para inativos e demais beneficiados.

“Trabalho meu orçamento como se aquele valor não existisse. Assim tenho conseguido manter a disciplina” Anna Carolina Siqueira Felix, servidora pública

Uma das grandes promessas do presidente Jair Bolsonaro e de sua equipe econômica é a reforma da Previdência. Caso postas em prática, as exigências para que os segurados tenham acesso aos recursos certamente serão mais rígidas e com retorno menor. Dado o cenário complicado e desolador para quem anseia uma aposentadoria tranquila após uma vida de dedicação ao trabalho, o presidente do Instituto Brasileiro de Executivos e Finanças do Espírito Santo (Ibef-ES), Alessandro Dadalto, explica que a previdência privada ou complementar passou a ser extremamente necessária.

“Pode ser que a aposentadoria do INSS não seja capaz de pagar aos futuros aposentados. Pode não haver recursos no futuro, já que a conta está ficando muito cara. O número de contribuintes diante do total de beneficiários em gozo de aposentadoria se reduziu substancialmente”, alerta.

Há alternativas para aposentadoria do governo

Receber os dividendos da previdência privada, ainda pouquíssimo conhecida pela população brasileira, pode ser um grande diferencial para a terceira idade. Trata-se de uma forma de poupança de longo prazo que visa a ser um complemento ou a principal fonte de renda durante a inatividade.

Fonte: Valor Corretora de Seguros

Gestor da Valor Corretora de Seguros, Pablo Alencar esclarece que, no mundo, apenas 2% da população consegue sobreviver da aposentadoria com recursos próprios. No Brasil, esse percentual é ainda mais baixo, 1%. “Todo mundo deveria ter um plano de previdência privada. Quanto antes começar, mais suave ficará a caminhada rumo à independência financeira”, destaca.

Entre as vantagens dessa modalidade, cita Alencar, está a ausência do “come-cotas”, opção de pagamento antecipado do Imposto de Renda cobrado duas vezes no ano – em abril e novembro. Há, ainda, a possibilidade de utilização da tabela regressiva para arcar com a tributação. “Essa alternativa torna-se interessante, porque parte de uma alíquota de 35% e vai caindo a cada dois anos, chegando a 10% após 10 anos”, pontua.

Por serem profissionais autônomos, Catarina e Julio Riva querem ter segurança e não trazer preocupações futuras para as filhas, Sara e Sofia
Melhor escolha para os profissionais autônomos

Com a intenção de não causar problemas para si e para os seus familiares, a cirurgiã-dentista Catarina do Prado Riva vem se preparando para a aposentadoria desde o início da carreira. Casada com o médico Júlio Riva, ela viu no nascimento das filhas, Sara e Sofia, hoje com 3 e 12 anos de idade, respectivamente, a necessidade de dispensar mais atenção aos investimentos. “Nós já tínhamos aplicações no segmento, mas escolhemos modelos que não eram adequados aos nossos objetivos. Decidimos, então, procurar uma seguradora para traçar nosso perfil, levando em conta a sazonalidade de nossas profissões, o nosso estilo de vida e objetivos no médio e no longo prazo.

“Pode ser que a aposentadoria do INSS não seja capaz de conseguir pagar aos futuros aposentados” Alessandro Dadalto, presidente do Ibef-ES

Não queremos perder nossa qualidade de vida na aposentadoria. E isso foi determinante para todas as escolhas que viemos a tomar”, revela Catarina. Porém, até chegar a esse entendimento, o caminho percorrido não foi fácil. “Há alguns anos, sem muita maturidade, adquiri um ‘plano padrão’ que não tinha relação com a minha vida. Mas foi só decepção. Além de não conseguir lucrar, teve um mês que fiquei em débito.

Fonte: Valor Corretora de Seguros

Esse erro fez com que ficássemos mais alertas e nos motivou a procurar quem entendesse mesmo do assunto para traçarmos uma estratégia”, lembra. Assim como o casal Riva, a funcionária pública Anna Carolina Siqueira Felix também reconheceu o início da carreira como a época propícia para planejar uma renda a mais para a velhice.

Fonte: Ministério da Economia

Há nove anos, ela investe na aposentadoria. “Quando passei no concurso, meu pai já me sugeriu que fizesse um investimento financeiro. Pesquisei, e minha adesão foi feita para investimento de longo prazo, e não para aquisição de um bem de valor mais elevado, como imóveis.”

Anna garante não ter dificuldade em manter os depósitos em dia, já que nunca contou com aquele valor para suas despesas. “Optei por débito em conta. Trabalho meu orçamento como se aquele valor não existisse. Assim tenho conseguido manter a disciplina”, ensina. A servidora também dá um conselho.

Fonte: Federação Nacional de Previdência Privada e Vida

“Estude, busque pessoas e/ou instituições que conheçam o assunto e encontre o modelo que mais se adeque à sua realidade. Mas comece a investir, porque, pelo cenário de mudanças sociais e etárias que estamos passando no Brasil – aumento da idade de vida e diminuição da natalidade –, a previdência privada vai ser de suma importância para termos uma velhice mais digna e feliz”, constata.

“Todo mundo deveria ter um plano de previdência privada. Quanto antes começar, mas suave ficará a caminhada rumo à independência financeira” – Pablo Alencar, gestor da Valor Corretora de Seguros.
Previdência em três gerações

Na casa de Margareth Pimentel Rosetti Destefani, a adesão à previdência privada já é bastante comum. A empresária já fez um investimento para si, dois para a filha, Mariana Rosetti Destefani, 7, e um para a afilhada, Isadora Rosetti Alencar, 10. A inspiração veio da mãe, Edna da Penha Pimentel Rosetti, 80, que há muitos anos usufrui do benefício após se render a essa modalidade e também fez um plano para cada uma das três netas.

Atenta ao futuro, observadora do cenário econômico brasileiro e contadora por formação, Margareth revela que existem objetivos específicos para cada investimento e que, no momento ideal, haverá um debate em família para melhor utilização do dinheiro.

Fonte: Valor Corretora de Seguros

“Uma das previdências é para a viagem de intercâmbio que eu gostaria que Mariana fizesse quando estiver com 15 ou 16 anos. Comecei a poupar no ano passado para que o aporte à época não fosse muito pesado. Já no outro ela poderá escolher: ou continua pagando para uma futura aposentadoria ou utiliza para fins pedagógicos ou para empreender quando for mais velha. Este último também é a minha intenção com o de Mariana. Como mãe e madrinha, que é a segunda mãe, quero dar opções para a vida delas”, finalizou.


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