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Brasil lidera em cirurgias plásticas, enquanto mundo apresenta queda

País superou as expectativas ao registrar crescimento de 7,5% em cirurgias plásticas, enquanto o mundo enfrenta uma queda de 6,7%

Por Thamiris Guidoni

O Brasil é o país que mais realiza cirurgias plásticas no mundo e apresentou um crescimento de 7,5% nos procedimentos enquanto o número global caiu 6,7% em 2024. Os números foram divulgados pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) no final de junho, durante o Congresso Mundial das Olimpíadas ISAPS em Singapura. 

Segundo o cirurgião plástico Ariosto Santos, esse crescimento tem explicação. “O Brasil continua sendo referência internacional em cirurgia plástica, tanto pela qualidade técnica dos profissionais quanto pelo custo mais acessível. Isso atrai cada vez mais pacientes estrangeiros, além de refletir a retomada da economia e o culto à estética, muito presente na cultura brasileira”, explica.

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Dados Brasil x mundo

De acordo com o relatório, o Brasil realizou 2,354 milhões de procedimentos cirúrgicos em 2024, superando os 2,185 milhões registrados em 2023. Enquanto isso, o total de cirurgias no mundo caiu, evidenciando a força do mercado brasileiro.

No ranking dos cinco procedimentos mais realizados no Brasil, a lipoaspiração segue na liderança, com 12,3%, seguida por aumento de mamas (9,9%), cirurgias de pálpebras (9,8%), cirurgia de abdômen (8,2%) e aumento de glúteos (7,1%). Já no cenário mundial, a cirurgia de pálpebras lidera (12,1%), ultrapassando a lipoaspiração (12%).

Ariosto explica que, embora a lipoaspiração continue como a queridinha dos brasileiros, ela apresentou uma leve queda em números absolutos: de 307 mil em 2023 para 289 mil em 2024. “Isso pode ser reflexo da maior busca por procedimentos com foco facial, como vimos no crescimento expressivo de cirurgias como rinoplastia e necklift”, comenta.

Cirurgias de face em alta

Anitta surpreendeu nos últimos dias ao mostrar transformação. Foto: Instagram/@anitta
Anitta surpreendeu nos últimos dias ao mostrar transformação. Foto Instagram/@anitta

A cantora Anitta surpreendeu nos últimos dias ao mostrar a transformação no rosto e dados chamam atenção para o procedimento.

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“O rosto voltou a ganhar protagonismo. Isso pode estar ligado à maior exposição em redes sociais e uma valorização crescente da estética facial, além de influencers, como a cantora Anitta, que passou por transformações significativas na face, como a elevação dos terços superior e médio da face, com realce das maçãs do rosto e do olhar.”

Nesse caso da artista, Ariosto explicou sobre a técnica usada. “A técnica usada provavelmente foi o Deep Plane, que reposiciona a musculatura da face para um resultado mais natural e duradouro. O lábio superior também passou por um Lip Lift, aumentando a espessura e deixando o contorno mais definido”, analisa.

Cirurgias faciais aumentaram 10% no Brasil passando de 110 mil em 2023 para 121 mil em 2024. Os destaques são para:  

· Cirurgia de pálpebras: aumento de 8% (de 216 mil para 231 mil);
· Necklift (cirurgia de pescoço): alta de 30% (de 75 mil para 98 mil);
· Rinoplastia: crescimento de 15% (de 87 mil para 102 mil).

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Turismo médico e público masculino em ascensão

Dr.Ariosto. Foto: divulgação
Dr.Ariosto explicou vários pontos importantes em relação aos procedimentos. Foto: divulgação

O turismo médico também cresceu: 8,2% dos pacientes operados no Brasil em 2024 vieram de outros países. Em 2023 havia sido 6% de crescimento em relação ao ano anterior. Os principais países de origem são Estados Unidos, Portugal e Itália. “É um crescimento expressivo e mostra como o Brasil se consolidou como destino para quem busca cirurgia plástica com excelência”, ressalta Ariosto.

 Outro dado relevante é o aumento da participação masculina nas cirurgias. Em nível global, os homens passaram de 14,3% para 16,1% dos pacientes. No Brasil, estima-se que 21% dos procedimentos já são feitos por homens. Entre os procedimentos mais procurados estão cirurgia de pálpebras, ginecomastia e lipoaspiração.

Cirurgias de mama: aumento em alguns procedimentos, estabilidade em outros

Em relação às cirurgias de mama, o aumento foi significativo. O aumento de mama teve alta de 12% no Brasil (de 227 mil para 232 mil em 2024), enquanto a redução mamária cresceu 21%. Já o lifting de mamas sem prótese teve uma leve queda de 1% e o explante de silicone aumentou 2,5%.

“A busca por resultados mais naturais e proporcionais continua sendo uma tendência. Muitas pacientes estão optando por próteses menores ou até pelo explante, buscando harmonia corporal ao invés de volume excessivo”, avalia o cirurgião.

Perfil do público

A maior parte dos procedimentos ainda se concentra na faixa etária entre 18 e 34 anos, que representa 54% das cirurgias de mama realizadas em todo o mundo. No Brasil, essa tendência também se mantém, com uma crescente adesão entre pessoas acima dos 50 anos.  

“Temos visto um público mais maduro buscando melhorias estéticas. A cirurgia plástica deixou de ser exclusividade dos jovens e passou a representar uma ferramenta de bem-estar em diferentes fases da vida”, destaca Ariosto.

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