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Audiência Pública debate criação de pipódromos no ES

Comissão de Justiça da Ales debateu a criação de espaço voltado à prática de soltar pipas, os pipódromos

Por Redação

A Audiência Pública promovida pela Comissão de Justiça da Assembleia Legislativa (Ales), na última quarta-feira (23), apontou a criação de “pipódromos” como caminho para atenuar acidentes envolvendo motociclistas por conta da utilização de cerol e linha chilena para soltar pipa. O debate reuniu praticantes da atividade e líderes políticos, além de representantes das forças de segurança.

O presidente do colegiado, deputado Mazinho dos Anjos (PSDB), apontou os incidentes recorrentes envolvendo a utilização de materiais impróprios, além da constante reclamação de representantes comunitários.

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“Nos meses de férias tivemos muitas reclamações, principalmente, nas orlas de Vila Velha, Vitória e Serra. Queremos buscar soluções para as férias de janeiro, quando o problema pode retornar”, disse.

O tucano apontou que a criação de “pipódromos” nos municípios pode contornar os riscos de soltar pipas em ambientes públicos.

O deputado Lucas Polese (PL) também afirmou ter sido procurado por motociclistas em virtude do aumento de episódios com linha chilena e cerol.

“Estamos procurando um consenso para atender os pipeiros e os motociclistas. Isso coloca em risco a vida das pessoas. Estamos recebendo vídeos semanalmente. Vamos oferecer uma alternativa aos pipeiros. Eles não podem ser retirados das ruas sem um local para praticar o esporte deles”, salientou Polese.

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Outro ponto debatido foram os dados de intercorrências na rede elétrica por causa de pipas. De acordo com dados da EDP, entre 2022 até agosto deste ano foram 259.087 clientes impactados com desligamentos por conta da atividade de lazer.

O uso de cerol e da linha chilena é proibida Lei 8.092/2005. Vários pipeiros participaram da audiência. Paulo Poloni, da Associação da Pipa Esportiva Capixaba (Apec), informou que alguns municípios como Vila Velha, Aracruz, Piúma, Afonso Cláudio e Marataízes estavam providenciando espaços para os praticantes de pipas.

Poloni classificou como “fundamental” o uso dos equipamentos de segurança pelos motociclistas, em especial, a antena, para evitar acidentes. Ele defendeu a criação dos pipódromos e contou que alguns estados já conseguem realizar grandes festivais nesses espaços, inclusive, fomentando o turismo e gerando emprego e renda para as comunidades.

“A gente consegue colocar 70% da prática de um município nesses locais. Isso minimiza os problemas junto à rede elétrica, com os motociclistas e com as crianças, que atravessam a rua para pegar as pipas”, ressaltou.

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Ao final do encontro, Mazinho leu a minuta do projeto de autoria dele que trata da prática de soltar pipa e sugeriu a criação de um grupo de trabalho para melhorar a proposta e a lei em vigor como um todo.

“Tenho legislação de quase todo o Brasil e estamos estudando como funciona em outros estados. Vamos fazer indicações para os prefeitos para regulamentarem áreas de pipas e montar um grupo de trabalho para receber sugestões”, concluiu o parlamentar.

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