- Continua após a publicidade -

Apesar da modernização, PL dos Portos não contempla articulações intermodais

Em análise na Câmara, projeto que atualiza a Lei dos Portos regulamenta operação e trabalho portuário, mas não aborda articulações intermodais 

Por Kikina Sessa

Apresentado com o objetivo de modernizar a legislação portuária para fortalecer a infraestrutura e impulsionar a economia nacional, o Projeto de Lei 733/2025, que está em análise em uma comissão especial na Câmara dos Deputados, já recebeu 441 emendas.

A proposta é vista como estratégica diante do papel fundamental dos portos no escoamento da produção nacional e no fortalecimento do comércio exterior. No entanto, um item tido como importante, que é a articulação entre os diferentes modais logísticos, não está contemplado no PL.

- Continua após a publicidade -

“Se a intenção é ter um ‘Novo marco regulatório’ abrangente, e se o objetivo é o aumento da eficiência e da competitividade para fomentar o crescimento econômico do Brasil, o PL poderia e deveria ter tratado de duas questões fulcrais; questões que, no máximo, foram tangenciadas no bojo de outros temas, como as articulações intermodais (também inter-funcionais e inter-institucionais) e a governança dos complexos portuários”, comenta o consultor Frederico Bussinger.

Uma das principais mudanças que o PL 733/25 traz é o licenciamento ambiental integrado dos portos públicos, o que dispensará as licenças individualizadas para a instalação de terminais portuários e de cruzeiros.

Conteúdo em Alta

Porto de Vitória: nova operação com gusa começa...
Decisão do STF eleva risco estrutural dos contêineres...
Gastronomia capixaba ganha destaque em Brasília
Lei dos Portos: ministro sugere revisão no lugar...
Preço médio do frete sobe 3,36% em março
Movimentação em TUPs cresce 8,9% em fevereiro
Portos do ES são destaque na edição 232...
Porto de Vila Velha inicia operação de nova...
Cooperação inédita para criar corredor logístico sustentável
Projeto propõe comitê para definir minerais estratégicos

O texto também estabelece que os preços a serem praticados pelos terminais dos portos serão negociados livremente, desde que respeitadas as normas concorrenciais. Atualmente, as tarifas portuárias são estabelecidas ou supervisionadas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Na avaliação da advogada Carla Fregona, especialista em Direito Marítimo e Portuário, apesar de já ser bastante extenso, seria pertinente que o PL abordasse as articulações intermodais, mas o projeto toca em pontos importantes para a logística e competitividade do país.

- Continua após a publicidade -

“O PL busca reestruturar a governança dos portos, mas de uma forma diferenciada e específica. Na medida em que propõe uma nova distribuição de competências entre a União e a Antaq e as próprias autoridades portuárias. No entanto, o foco do PL está nas relações trabalhistas e em aspectos regulatórios, e menos na definição de um modelo de governança mais moderno e alinhado com melhores práticas”, analisa a advogada.

Leia Mais

ParkLog Sul: estudo para novo polo sairá em...
Empresas de navegação podem flexibilizar horários das embarcações...
Deputados capixabas articulam reeleição para 2026
Flamengo negocia aluguel de avião exclusivo
Entenda como funciona a entrada de navios nos...
Mão de obra nos portos: deputada promove sessão...
Certificação atesta baixo risco para Portocel; saiba mais
Portos batem recorde com 1,04 bilhão de toneladas...
Gilson Daniel: ‘Avalio o resultado com serenidade’
Casas Bahia fecha parceria com Amazon e amplia...

Receba notícias exclusivas no seu WhatsApp

Contéudos especiais no seu email. Receba hoje!

- Continua após a publicidade -
- Publicidade -

EDIÇÃO DIGITAL

Edição 233

RÁDIO ES BRASIL

Continua após publicidade

Política e ECONOMIA

Matérias relacionadas

- Continua após a publicidade -