Em entrevista à ES Brasil, o secretário de Cultura de Vila Velha, Roberto Patrício Junior, revela detalhes do projeto do museu
Por Thamiris Guidoni
A restauração e requalificação do antigo Museu da Vale, na Estação Pedro Nolasco, em Argolas, marca o início da implantação do novo Museu Ferroviário do Espírito Santo. O processo foi oficializado com a assinatura da ordem de serviço pela Prefeitura de Vila Velha e prevê a adaptação do espaço para uso cultural, com investimento de R$ 2,5 milhões e execução ao longo de 12 meses. O projeto contempla intervenções estruturais e técnicas no conjunto arquitetônico, além de adequações para garantir o funcionamento do equipamento como espaço de cultura, memória e formação. A execução ficará sob responsabilidade do Instituto Modus Vivendi de Desenvolvimento Social, Cultural e Ambiental. Em entrevista à ES Brasil, o secretário municipal de Cultura, Roberto Patrício Junior, destacou o caráter simbólico e formativo da reabertura do espaço.
“A reativação do espaço estrutura a memória da formação urbana e econômica do Espírito Santo. A iniciativa conecta patrimônio material, história e identidade, e reinsere o espaço no circuito cultural com outra abordagem.”
O secretário reforça que o projeto vai além da recuperação física do prédio e busca consolidar um espaço de uso contínuo pela população, com ações educativas e programação permanente.
“A proposta amplia essa relação com a comunidade por meio de programação contínua, ações educativas e articulação com escolas e agentes culturais. A ideia é manter o espaço ativo, com presença regular da população, e construir uma dinâmica de uso que combine memória, produção cultural e participação social.”
Segundo ele, o novo museu também terá papel central na mediação cultural e na construção de conteúdos ligados à história ferroviária e ao desenvolvimento do território capixaba. “A reabertura projeta o museu como espaço de formação e mediação cultural. Além da restauração arquitetônica, o foco está na construção de conteúdo educativo ligado à história ferroviária e aos processos de formação do território. O equipamento deve operar com exposições, atividades de mediação e ações formativas, ampliando o acesso ao conhecimento e fortalecendo a relação da população com a própria história.”
O imóvel, que abrigou o Museu Vale por mais de duas décadas, foi cedido ao município pela empresa em 2025, após o encerramento das atividades em 2022, permitindo o início do processo de requalificação e a implantação do novo equipamento cultural.

