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ALES discute diretrizes para depressão pós-parto

Depressão pós-parto atinge aproximadamente 1 em cada 4 mulheres no Brasil; projeto de Janete prevê políticas públicas de diagnóstico e combate

Por Redação

Uma proposta protocolada na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (ALES) pela deputada estadual Janete de Sá (PSB) estabelece as diretrizes para políticas públicas relativas ao diagnóstico e tratamento da depressão pós-parto. O projeto, relatado em plenário no último mês, cria o Dia Estadual de Prevenção e Combate à Depressão Pós-Parto.

O Ministério da Saúde classifica a depressão pós-parto como uma condição de profunda tristeza e desespero que surge logo após o nascimento do filho, trazendo inúmeras consequências ao vínculo da mãe com o bebê, sobretudo no aspecto afetivo. O PL compreende a doença como um espectro de transtornos depressivos e ansiosos que acometem a mulher nos primeiros seis meses após o parto.

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Segundo um estudo divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a prevalência da depressão pós-parto no Brasil é de 26,3% – taxa superior à estimada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para países cuja população é de baixa renda.

Ainda de acordo com a pesquisa, a doença pode estar relacionada a fatores físicos e emocionais, ao estilo e à qualidade de vida dessas mulheres, mas também pode ser associada a outros problemas ou transtornos mentais.

No entanto, a principal causa da depressão pós-parto é o enorme desequilíbrio hormonal desencadeado pelo término da gravidez. Além de prejudicar o vínculo materno, a depressão pós-parto tem consequências no desenvolvimento social, afetivo e cognitivo da criança.

Janete alerta para os impactos gerados pela doença tanto para a mãe quanto para o filho.

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“Mães com depressão pós-parto muitas vezes amamentam pouco e descumprem o calendário vacinal da criança. Em casos mais graves, se não tratada adequadamente, essa condição pode levar ao suicídio materno”, sustenta a parlamentar na justificativa do projeto.

No texto, a parlamentar propõe a criação de uma política que identifique, previna e trate, adequadamente, mulheres com depressão pós-parto no sistema de saúde das redes pública e privada estadual.

Além disso, visa estimular a produção de estudos e pesquisas acerca do diagnóstico precoce e do tratamento da doença, bem como promover a disseminação de informações acerca do assunto.

“A grande prevalência dessa condição no Brasil é, em nossa opinião, um sinal de alerta de que é preciso desenvolver uma política específica para a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da depressão pós-parto. Quando se nota que mais de uma, a cada quatro mulheres que dão à luz, desenvolve sintomas de depressão após o nascimento do bebê, percebe-se a urgência da intervenção do poder público para a minoração desse problema. Uma política nesse sentido estimularia estudos sobre o tema”, afirmou Janete.

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O PL prevê, ainda, a criação de um cadastro para identificar e acompanhar mulheres diagnosticadas com depressão pós-parto, além de capacitação contínua de profissionais de saúde sobre a doença e busca ativa de puérperas que não compareçam às consultas pós-parto.

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