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Acordo Mercosul-UE: 3 setores do agro que ganham força no ES

Redução de tarifas amplia exportações, atrai investimentos e exige adequação a padrões europeus, com impacto direto no agronegócio capixaba

Por Letícia Arcanjo

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia entrou em vigor de forma provisória na última sexta-feira (1º) e já começa a redesenhar o cenário de exportações brasileiras, com reflexos no agronegócio do Espírito Santo.

Para o Espírito Santo, que tem forte atuação no comércio exterior, a medida representa novas oportunidades tanto na exportação quanto na importação de produtos. De acordo com o presidente do Sindicato dos Corretores de Café do Espírito Santo (SCCES), Marcus Magalhães, o Estado pode ampliar sua participação nas duas frentes.

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“Da mesma forma que ganhamos competitividade para vender sem imposto, também teremos maior abertura para importar produtos europeus. Isso movimenta toda a cadeia econômica”, afirma.

Magalhães destaca o potencial logístico do Estado. Segundo o presidente, a estrutura portuária e a experiência com armazenagem e distribuição colocam o Espírito Santo em posição estratégica para se consolidar como um hub de entrada de produtos europeus no Brasil e no Mercosul.

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O economista Vaner Corrêa, do Conselho Regional de Economia do Espírito Santo (Corecon-ES), explica que o acordo tende a ampliar o acesso ao mercado internacional e reduzir custos de exportação, aumentando a competitividade dos produtos capixabas.

“Isso pode significar aumento do volume exportado, melhora nos termos de troca e estímulo a novos investimentos produtivos. Por outro lado, haverá maior exigência de adequação regulatória, o que pode elevar custos no curto prazo”, pontua.

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O economista ressalta que a redução tarifária melhora o preço relativo do produto brasileiro na Europa, ampliando o potencial de participação no mercado. No entanto, a competitividade não será apenas baseada em preço, mas também em conformidade regulatória, qualidade e certificações. Segundo ele, quem se adequar primeiro a esses padrões tende a obter maiores ganhos.

Entre os segmentos do agronegócio capixaba, Marcus Magalhães destaca que os setores de pimenta, frutas e café solúvel devem ser os mais beneficiados.

Marcus Magalhães
Marcus Magalhães é o presidente do Sindicato dos Corretores de Café do Espírito Santo (SCCES). Foto: Divulgação

Com relação ao café, maior produto de exportação do agro capixaba, a redução gradual das tarifas europeias para o café solúvel, prevista para ocorrer ao longo de quatro anos, pode impulsionar a indústria nacional.  

“Com isso, vamos ter mais condições para que nossas indústrias comprem café aqui no Espírito Santo e comecem a vender para a Europa com mais competitividade e força”, pontua Magalhães.

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