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“A necessidade de sobrevivência me fez empresária”

A frase é da empreendedora Cintia Dutra, que prepara um curso on-line para ensinar empreendedorismo na prática, o “Empreenda sem frescura”

Por Kikina Sessa

Se tem uma coisa que a empresária Cintia Dutra conhece na prática é empreender. Aos 10 anos, em um velório, ela viu a oportunidade de desenvolver um negócio. Daí pra frente foi dando passos cada vez maiores e, aos 24 anos, contabilizou o seu primeiro R$ 1 milhão.

“Sempre fui uma empreendedora sem frescura e em tudo eu vejo uma oportunidade de negócio”, comenta Cintia, que prepara para lançar um curso on-line que ela denominou Empreenda sem frescura.

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Natural de Manhuaçu, Minas Gerais, ela chegou ao Espírito Santo dias antes de completar 15 anos, trazendo na sacola algumas poucas peças de roupa e o sonho daquela criança que disse à professora que queria ser como a Viúva Porcina, a fazendeira rica vivida por Regina Duarte na novela Roque Santeiro, de Dias Gomes. A professora disse que ela deveria aceitar a origem pobre e desistir desse sonho distante. Mas ela não desistiu.

Confira entrevista completa

A empresária disse que a motivação para estruturar o curso veio da necessidade de apresentar o empreendedorismo de forma mais coloquial, onde as pessoas possam entender e praticar. “No nosso país não somos ensinados a empreender. Daí eu desenvolvi uma metodologia própria para ajudar a quem quer empreender sem frescura”.

Cintia conhece 106 países e já frequentou feiras de negócios na China, Alemanha e Itália. Já foi sócia de uma empresa de comércio exterior, já passou por altos e baixos. “A necessidade de sobrevivência me fez uma empresária. Depois, a resistência, para chegar aonde eu queria”.

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Com mais de 50 mil seguidores em seu perfil no Instagram, a empresária tem negócios variados, desde empresa de táxi aéreo a loja de locação para móveis de festas. “A maior escola que eu tive foi a vida. No Brasil, as pessoas falam que fulano ou beltrano quebraram. Nos Estados Unidos, ninguém fala que alguém quebrou se a pessoa continua no jogo. Os altos e baixos fazem parte da vida do empreendedor. O importante é seguir em frente”, afirma Cintia.

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