Alternativa para superar o momento atual

Findo o carnaval, nosso rico Brasil dá início ao ano de 2016. Mas a ciência e a tecnologia não param para esperar a folia acabar. A notícia mais veiculada nos últimos dias e que causou alvoroço no mundo, sem dúvida, foi o feito científico da detecção das ondas gravitacionais e da confirmação da existência dos buracos negros, já previstas por Albert Einstein há cerca de 100 anos, mas até então não comprovadas. Diversos países investem em equipamentos sofisticados que permitem façanhas como esta, que conseguem medir a variação de um milésimo do diâmetro de um próton. Tais descobertas e suas aplicações irão gerar produtos e serviços que serão vendidos globalmente, reforçando a riqueza dessas nações que detêm alto nível de tecnologia, o que permitirá manter uma qualidade de vida satisfatória para a sua população.

Os nossos governantes preferem preencher os seus gabinetes com a criação de novos cargos, com supersalários, elevando despesas para hoje e para o futuro, e que jamais levantarão receitas para o país. Enquanto não há políticas sustentáveis que nos apontem para um amanhã melhor e mais sereno, uma das formas que nos restam é procurar desenvolver inovações, mesmo que baseadas em tecnologias já disponíveis, visto que as novas ideias abrem demandas para atender às necessidades e aos desejos das pessoas. Já que estamos em ano de Olimpíadas, vale lembrar o exemplo da Nike, cujo sócio, Bill Bowerman, acreditou que poderia fazer com que os atletas da época (ele era um deles) pudessem ter melhor desempenho nas corridas dos Jogos. Após diversas tentativas e erros, ele chegou ao solado dos tênis atuais, a partir de uma grelha para fazer waffles, que proporcionou à empresa conseguir obter, em 2014, um faturamento de aproximadamente US$ 8 bilhões.

Outro exemplo é o da brasileira Geekie, que, a partir da constatação do baixíssimo rendimento do ensino/aprendizado dos alunos dos cursos iniciais, resolveu oferecer uma plataforma para acompanhamento do aprendizado do nível secundário. Esse recurso sai a custo zero para as escolas públicas e é pago pelas particulares. Portanto, há um enorme impacto social envolvido. O programa usa diversas tecnologias já disponíveis, como Google, para diagnosticar em tempo real a aprendizagem de cada estudante e preparar aulas que venham suprir as necessidades individuais, levando-o a um ganho extraordinário na absorção de conhecimento. É um case bem-sucedido que mostra a ajuda da tecnologia no processo educacional, dada a dificuldade do professor de fazer o atendimento de forma individualizada aos muitos alunos da sala. Em períodos de turbulência, que levam ao sofrimento da população, sejam elas naturais ou sejam criadas a partir de ideologias sonhadoras e/ou seja pela falta de competência de gestão como a crise atual,  uma das maneiras de sobrevivência é buscar alternativas de produtos ou serviços inovadores, para superar os momentos complicados e assim progredir.

João Luiz Vassalo Reis é professor da Faesa e consultor GAP

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