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sexta-feira, 3 abril, 2020

Vitória: 466 anos do município que inspira os capixabas

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Nesta sexta-feira (08), o município que mais recebe os turistas comemora mais um ano. Confira um pouco mais sobre a história da capital capixaba

“Cidade Sol, com o céu sempre azul, tu és um sonho de luz norte a sul”. Este trecho do hino composto por Pedro Caetano, conhecido nacionalmente, enaltece a capital capixaba, que completa, nesta sexta-feira (08), 466 anos de sua fundação.

Catedral de Vitória – Foto: Pinterest

Antes de ser uma cidade histórica, Vitória concentrava uma grande quantidade de capelas e monumentos que transmitem a beleza do município. Fundada oficialmente em 1551, a cidade manteve seu traçado colonial até o início do século XX, quando foram realizadas mudanças urbanas e o perfil do território foi alterado por grandes aterros e obras viárias.

Apesar de transformações urbanas consideradas importantes, a área central conservou um grande acervo cultural, com patrimônios datados dos séculos XVI ao XX, por meios dos quais a memória da sociedade capixaba encontra grande parte de sua história.

As mudanças no Centro de Vitória, principalmente a partir da década de 50, acompanharam a nova função comercial estabelecida para a região, transferindo-se para área norte da cidade a maioria das habitações.

Prefeito do munícipio, Luciano Rezende, conta que tem orgulho em ser cidadão e gestor da cidade ao mesmo tempo. “Vitória é minha paixão! Eu sempre tive o sonho de liderar essa cidade e Deus e a população me deram essa oportunidade e, agora, me deram a alegria de liderar essa cidade novamente, como prefeito eleito e reeleito. Vitória é uma pedra preciosa, a capital mais linda do Brasil. Uma cidade que encanta todos que moram, visitam e trabalham aqui. E fica cada vez mais linda à medida que o tempo passa: 466 anos de uma cidade com qualidade de vida invejável”, destacou.

O centro histórico da capital capixaba já foi o polo comercial, principalmente na era colonial. É um local agradável fazer turismo tranquilamente e marcar encontros sejam comerciais, quanto de lazer. A enfermeira Livia Alves pontua que Vitória tem muito a ser explorada.

“Moro em Vitória há nove anos e amo este lugar. O centro é vivo, tem muitas coisas lindas e que quase ninguém conhece. Tem muita cultura, musicalidade. A associação de moradores incentiva os movimentos culturais, trazendo mais visibilidade ao local. O centro é apaixonante”, destacou Livia.

A professora de ciências Maira Leoni, que mora há dois anos na cidade, destaca que Vitória é muito linda e que está crescendo cada vez mais. “Moro em Jardim da Penha e aqui temos muita facilidade em andar de bicicleta, por exemplo. Temos a Rua do Lazer, que foi uma das melhores coisas que foram implantadas aqui, e também temos acesso ao Bike Vitória, que facilita muito o acesso às ciclovias. A cidade é arborizada e tem muitas belezas”, destacou.

Maira ressalta que a Ilha das Caieiras é um ponto turístico que é primordial. “Todas as vezes que recebo algum hóspede, levo-o para visitar o local. A Ilha das Caieiras tem uma vista linda e gastronomia espetacular. É parada obrigatória”, finalizou.

Escultura

Moradores e visitantes vão ganhar um presente único para comemorar o aniversário de 466 anos de Vitória. É a escultura anamórfica “Vitória 360 Graus”, que forma o nome Vitória e passa a integrar o patrimônio arquitetônico e paisagístico da cidade, além de se tornar um atrativo turístico. A inauguração do monumento foi realizada nessa quinta-feira (07).

Foto: Jackson Gonçalves/ Next Editorial

O monumento, que foi montado próximo à Curva da Jurema e possui 4 metros de profundidade, cerca de 2,5 metros de altura e 12 metros de comprimento, foi criado e doado ao município pelo designer Zota Coelho. Empresas locais também formaram uma parceria para a doação da escultura à cidade.

O secretário municipal de Turismo, Trabalho e Renda de Vitória, Leonardo Krohling, enfatizou que o monumento é mais uma ação desenvolvida com o apoio da iniciativa privada em parceria com a prefeitura. “Tenho certeza de que o monumento vai se tornar um ponto turístico da cidade, onde as pessoas vão querer levar pra casa recordação de ter passado por essa capital linda que é Vitória”, disse.

História

Explorando a região, os portugueses buscaram um local mais seguro para se guardarem dos ataques dos índios e de outros estrangeiros, principalmente de holandeses e franceses. Eles seguiram, então, pela baía de Vitória e, contornando a ilha, aportaram em Santo Antônio.

Em meio ao pequeno núcleo urbano, de feição nitidamente colonial, havia “capixabas” – roças – na língua dos índios – expressão que acabou servindo para denominar os habitantes da ilha e, posteriormente, todos os espírito-santenses.

Os índios chamavam a Ilha de Vitória de Guananira ou “Ilha do Mel” pela beleza de sua geografia e amenidade do clima com a baía de águas tranquilas e manguezal repleto de moluscos, peixes, pássaros e muita vida.

A data de emancipação política do município é 24 de fevereiro de 1823, quando um Decreto-Lei Imperial concedeu Fórum de Cidade a Vitória. No século XX, em função da ocupação dos morros, que refletem as luzes das casas nas águas da baía, Vitória passou a ser chamada de “Cidade Presépio do Brasil” e depois “Delícia de Ilha”.

Foto: Arquivo público

A partir de meados do século XX, a cidade se transformou em função das mudanças econômicas ocorridas no Estado. A ocupação urbana se estendeu por grande parte da ilha e avançou, definitivamente, em direção à porção continental do município.

Forte São João

O Forte São João foi edificado no período colonial para proteger a cidade dos invasores. A fortaleza teve um papel imprescindível na defesa da Capitania do Espírito Santo, principalmente a partir de 1592, quando o navegador inglês Candish, temido em todo mundo, ameaçava invadir a ilha. Com sua importância nas batalhas, tornou-se testemunho de resistência do povo capixaba, que venceu por duas vezes os holandeses.

Foto: Tiago Melo de Freitas

Em 1767, a edificação ganhou peças de artilharia e enormes paredes de pedra que transformaram o Forte em uma figura imponente de defesa territorial. O Clube de Regatas Saldanha da Gama comprou a antiga edificação do Forte São João, em 1931. Apesar da prática de esportes ser a sua principal atividade, o Saldanha, a partir da década de 20, passou a investir em festas, concursos e eventos que animavam a elite capixaba.

Sempre contando com a influência de seus associados, passou por muitos reparos e reformas até 1984, quando se tornou um imóvel tombado pelo município. A partir daí, nenhuma obra que descaracterizasse a arquitetura original foi realizada. A muralha do clube é tombada em nível estadual e considerada de interesse de preservação.

 

 

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