Controle de gastos no início de 2026 será fundamental para a saúde financeira, deve-se evitar desequilíbrios no orçamento familiar em um cenário de juros altos
Por Amanda Amaral
Com a projeção de um cenário econômico desafiador e um crescimento moderado do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026, a educação financeira torna-se uma ferramenta indispensável para famílias que querem manter sua saúde financeira no início do ano. o Planejamento e a cautela com crédito são as palavras-chaves no primeiro semestre.
O primeiro passo para enfrentar o novo ano é realizar um “raio-x” detalhado do orçamento, utilizando ferramentas como planilhas, aplicativos ou o tradicional caderno. Esse diagnóstico permite identificar gastos supérfluos que, somados, comprometem fatias significativas da renda.
“Isso possibilita o redirecionamento de recursos para prioridades reais, como a quitação de dívidas de alto custo (cartão de crédito e cheque especial) ou a realização de metas familiares”, explicou o conselheiro do Conselho Regional de Economia no Espírito Santo (Corecon-ES), o mestre em Economia e doutorando em Educação, Ricardo Paixão.
Outro pilar para o sucesso financeiro no próximo ano é o diálogo coletivo, na opinião de Ricardo Paixão “O planejamento não deve ser restrito a um único integrante da casa, mas sim uma decisão conjunta que envolva, inclusive, crianças e adolescentes. Pequenas ações, como a redução no tempo do banho quente ou do uso de eletrônicos, podem gerar economia direta nas contas de consumo e fortalecer a consciência orçamentária do grupo”, apontou.
Quanto ao consumo de bens de alto valor, como veículos e imóveis, o momento exige análise técnica, na visão do economista. Com a Taxa Selic a 15% a.a., a orientação é priorizar o maior valor possível de entrada para reduzir o financiamento. “Se a aquisição puder ser adiada para o segundo semestre, há chances de encontrar cenários mais favoráveis”, destaca.
O alerta final fica para as compras por impulso motivadas por promoções e o uso indiscriminado do parcelamento, que podem comprometer a capacidade de consumo futura e colocar em risco o patrimônio familiar. “Se eu me endivido, troco de carro e depois não consigo pagar as parcelas acordadas, eu estou endividando todo o grupo, é o patrimônio de toda a família que está em jogo”, ressalta.
Confira as dicas para manter a saúde financeira da família no inicio de 2026:
- Diagnóstico Orçamentário: utilize ferramentas de controle para identificar para onde o dinheiro está indo e cortar gastos não essenciais.
- Gestão de Prioridades: estabeleça metas claras com a família (reformas, viagens ou quitação de dívidas) para evitar o desperdício em supérfluos.
- Economia Doméstica Coletiva: envolva todos os moradores, inclusive jovens e crianças, em hábitos de consumo consciente, um exemplo, é a economia de energia e água.
- Cuidado com o Crédito: evite o uso impulsivo do cartão de crédito e avalie criteriosamente a necessidade de novos financiamentos antes de comprometer a renda.
- Busca por Especialistas: em caso de dúvidas técnicas sobre investimentos ou grandes compras, procure orientações no Conselho Regional de Economia (Corecon-ES) ou núcleos de práticas em faculdades.
Fonte: especialista consultado.

