Acidente ocorreu em um poço de produção de petróleo da Seacrest, com perda de uma mistura de água e óleo e de vapor
Por Redação
Um poço de petróleo recém-perfurado na área do Campo Inhambu, em São Mateus, no Norte do Estado, operado pela empresa Seacrest, sofreu um vazamento de uma mistura de água e óleo (emulsão), além de perda de vapor, na quarta-feira (16). Não houve feridos no acidente.
Vídeo divulgado pelo Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro-ES) mostra momentos logo após o início do vazamento, com uma grande perda de vapor no poço e uma extensa mancha de emulsão sobre o solo, que atingiu parte da vegetação local. O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) foi acionado para contabilizar o possível impacto ambiental.
Por meio de nota, o Sindipetro-ES disse que está atento e “acompanhando de perto o grave acidente ocorrido no campo de Inhambu, no Norte capixaba, privatizado para a empresa Seacrest. O acidente, um blowout – vazamento descontrolado do poço –, expõe mais uma vez os riscos e o abandono causado pelas privatizações na região”.
Estamos acompanhando o acidente no poço do campo de petróleo de Inhambu. O campo foi privatizado para a Seacrest, que não tem expertise na condução de projetos de óleo e gás. Nós avisamos que a entrega desse campo para uma empresa sem experiência era um risco para o meio ambiente pic.twitter.com/eb6XYYkw8p
— Sindipetro-ES (@sindipetro_es) October 18, 2024
De acordo com o sindicato, “as privatizações trazem impactos diretos na segurança operacional e no cuidado com os trabalhadores e o meio ambiente. Estamos acompanhando de perto a situação e esperamos que as responsabilidades sejam devidamente apuradas, garantindo a proteção dos trabalhadores e do meio ambiente”.
A petroleira informou que o poço não estava produzindo óleo e as autoridades competentes foram informadas sobre o incidente. Segundo a empresa, a produção do campo chegou a ser paralisada preventivamente, mas foi retomada no dia seguinte (17). O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) declarou que avaliações preliminares mostram que ocorreram impactos leves na vegetação do entorno do cavalo de extração de petróleo. Uma avaliação mais detalhada será realizada nos próximos dias.
“O plano de resposta a emergências da Companhia foi imediatamente ativado e implementado, a fonte da perda de vapor foi controlada e o poço foi paralisado. Não houve danos a nenhuma pessoa, e a Companhia informou prontamente as autoridades competentes. A produção no campo foi totalmente restaurada no dia seguinte, após uma breve redução para mitigar o risco elétrico durante a resposta da Companhia. A Companhia está ativamente avaliando e trabalhando para minimizar qualquer impacto ambiental potencial”, diz a nota.

