Espaço idealizado por Stael Magesck reúne moda, literatura, oficinas e experiências culturais no Centro de Vitória, valorizando artistas locais
Quem caminha pelo Centro de Vitória, especialmente pela Rua Sete de Setembro, provavelmente já se deparou com a Casa da Stael. O espaço, comandado pela multiartista Stael Magesck, foi o tema do mais recente episódio do podcast Destinos ES, revelando uma trajetória marcada por persistência, criatividade e amor à cultura capixaba.
Com uma carreira que transita entre teatro, dança, balé, moda, artes visuais e carnaval, Stael sempre teve o desejo de criar um espaço próprio. “Venho do teatro, dança, balé, moda, artes visuais, carnaval, sempre quis um espaço cultural para mostrar minhas peças, roupas e acessórios, não só o meu mas o de outros artistas também. E na época, há 18 anos, não era fácil ter um espaço como esse e as pessoas não estavam muito dispostas a consumir a arte local”, relembra.

O sonho começou a se concretizar em 2007, quando conseguiu abrir o espaço que, com o tempo, se transformaria em um verdadeiro ponto de encontro cultural. “Fui preparando esse espaço para ser essa casa de encontros, Casa da Stael Centro Artístico, e lá a gente faz muitas coisas. Fiz da sala um espaço multifuncional que recebe aulas de dança, rodas de conversa, oficinas de arte. A cada um mês e meio, dois, a gente recebe lá uma exposição de artistas locais celebrando mesmo o que é nosso”, conta.
A proposta vai além de um ateliê ou loja: é um ambiente vivo, que respira cultura em diferentes formas. Um dos destaques é o incentivo à literatura local. “Temos um acervo só de livros capixabas, se você quiser fazer uma pesquisa ou só tiver curiosidade, lá você pode visitar, ler, tomar um café, ficar à vontade”, explica Stael. O espaço também conta com um sebo acessível. “Temos nosso próprio sebo com diversos livros usados por preços acessíveis que colaboram com a manutenção da casa.”
A valorização da produção autoral é outro pilar da Casa da Stael. “Temos lá o mercado autoral capixaba onde eu exponho minhas criações e também as criações de outros artistas. Temos diversidade de presentes criados por artistas locais, ímãs, agendas, moleskines… Nessa curadoria procuro qualidade artística, a gente tem muita coisa bonita lá”, destaca.
A programação cultural é diversa e constante, reunindo diferentes públicos. “Temos almoço musical e cozinha amiga, sarau autoral que é uma noite de música e poesia, contação de histórias para crianças com um momento artístico no final. Pessoas de toda a Grande Vitória chegam para participar dos nossos projetos”, afirma. Entre as iniciativas, o destaque vai para o incentivo a novos talentos. “Temos um palco aberto, o Nu Quintal, que acontece nas quintas, para novos artistas perderem a vergonha de se apresentar. A ideia é fortalecer a economia criativa e nossa identidade cultural.”
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