Ufes e Embraer testam primeira aeronave autônoma

Foto: Thiago Vinholes

A aeronave autônoma é resultado de uma cooperação científica e tecnológica nas áreas de robótica autônoma e de inteligência artificial

A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e a Embraer se reuniram para realizar o primeiro teste de uma aeronave autônoma no Brasil. A iniciativa ocorreu na última semana de agosto na sede da Embraer em Gavião Peixoto, interior de São Paulo.

A parceria, que faz parte de uma cooperação científica e tecnológica nas áreas de robótica autônoma e de inteligência artificial, possibilitou que um protótipo realizasse sozinho a operação de taxiamento, movimentando-se em solo por um trajeto previamente estabelecido e sem interferência humana.

“Nossa estratégia de desenvolvimento tecnológico em sistemas autônomos busca posicionar o país na vanguarda dos processos de inteligência artificial em diversas aplicações,” disse o vice-presidente executivo de Engenharia e Tecnologia, da Embraer, Daniel Moczydlower.

Segundo Moczydlower, esse é um marco tecnológico no mês de celebração dos 50 anos da Embraer. “O marco demonstra não somente a importância da aproximação da indústria com a universidade, mas também como nossas pessoas estão preparadas e engajadas para a jornada de excelência necessária para as próximas décadas.”, afirmou ele.

O professor Alberto Ferreira de Souza, coordenador do projeto.”“Este sucesso demonstra a excelência do que vimos desenvolvendo na Ufes nestes últimos 10 anos nas áreas de veículos autônomos e inteligência artificial. Ele nos coloca mais uma vez na vanguarda científica nestas áreas no nível mundial. Fazer tudo isso em parceria com a Embraer nos enche de orgulho e satisfação, afirmou.

Sistema 

Pesquisadores das duas instituições trabalharam juntos nos últimos meses em modelos matemáticos e computacionais de automação, desenvolvimento de softwares, hardwares, kit de sensores a laser, GPS e câmeras, bem como na integração dos sistemas na plataforma aeronáutica.

O sistema autônomo de navegação terrestre foi testado em um simulador durante avaliações preliminares, antes da operação real. Já o sistema integrado de inteligência artificial monitorou as condições externas e internas da aeronave, atuando de forma independente nos comandos de aceleração, direção e frenagem, e executou com precisão a movimentação pelo trajeto indicado.

A plataforma aeronáutica do teste (a mesma utilizada para o desenvolvimento dos modernos jatos executivos Legacy 500 e Praetor 600), integrou funcionalidades do sistema Intelligent Autonomous Robotic Automobile (IARA), resultado de uma pesquisa na área de carros autônomos que teve início em 2009, no Laboratório de Computação de Alto Desempenho (LCAD) da Ufes.

 

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