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segunda-feira, 29 novembro, 2021

Trabalho híbrido será o ‘novo normal’ no pós-pandemia

‘O modelo híbrido de trabalho, em que os colaboradores trabalham parcialmente de forma remota e parcialmente no escritório, veio para ficar’, diz pesquisadores

Por Victor Rodrigues 

Um levantamento realizado pela Korn Ferry, em maio de 2021, com 581 profissionais dos EUA deixa claro que para 70% dos entrevistados, retornar ao escritório é algo estranho e difícil. Mais da metade, ou seja, 55% resiste ao retorno à sede da empresa.
Para Rodrigo Leme Santos, vice-presidente de inovação e tecnologia e founder da WebSIA, uma forma de lidar com essas questões é contar com estratégias de RH muito bem desenhadas. “É a hora de investir em ações que visam reter os talentos na empresa, cativando pessoas que, numa economia hiperdigitalizada, podem trabalhar para empresas de qualquer lugar do mundo”, ressalta Santos.

Só será seguro retomar as atividades presenciais quando os países atingirem a imunidade de rebanho de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), ou seja, 70% de pessoas vacinadas. No Brasil, apenas 41,70% da população foi vacinada com a segunda dose ou a dose única de vacinas contra a Covid-19 e estão totalmente imunizados.

Volta aos escritórios

Outro estudo feito com empresários no Brasil, pela KPMG consultoria, constatou que 39% dos pesquisados têm a intenção de voltar às atividades presenciais já no segundo semestre de 2021, enquanto 27% deles já programavam a volta aos escritórios para os primeiros seis meses deste ano. Já outros 34% dos respondentes preveem que este retorno deverá ocorrer apenas em 2022.

Realizada em maio de 2021, pela empresa de seguros Prudential, com 2.000 profissionais norte-americanos,  mostra que 87% deles desejam seguir trabalhando remotamente ao menos um dia por semana.

O VP da WebSIA compreende que o modelo híbrido de trabalho, veio para ficar. “O mundo corporativo brasileiro segue em revolução. Para ele, na era pós-Covid-19, o retorno ao escritório não acontecerá segundo velhas práticas. “Trata-se de uma disrupção que exige um novo mindset do time de RH e dos líderes de negócios”, avalia Santos.

Para Rodrigo Leme Santos é possível derrubar as barreiras entre quem está dentro e quem está fora do escritório ao usar o que há de mais avançado em estratégias de RH e em tecnologia para aumentar a felicidade do colaborador, a produtividade da empresa e a economia do Brasil.

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