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Covid-19: após cinco anos, vacina continua sendo essencial

A imunização segue essencial para proteger crianças, gestantes e idosos de casos graves e óbitos, mantendo a saúde da população e aliviando hospitais

Por Thamiris Guidoni

O início da vacinação contra a Covid-19, marco que reduziu drasticamente casos graves e óbitos durante a pandemia, completou cinco anos nesse último domingo (18). Embora hoje seja voltada a grupos específicos, a imunização continua sendo uma ferramenta crucial na prevenção da doença, especialmente para crianças pequenas, gestantes e idosos.

O infectologista Raphael Lubiana Zanotti, referência técnica do Núcleo Especial de Vigilância Epidemiológica (NEVE) da Secretaria da Saúde, reforça: “A vacina contra a Covid-19 representou esperança, proteção e uma resposta concreta à maior crise sanitária da nossa geração. Hoje, é uma excelente ferramenta para prevenir casos graves em grupos com maior vulnerabilidade”.

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Atualmente, o imunizante faz parte do Calendário Nacional de Vacinação para crianças de seis meses a menores de 5 anos, gestantes em qualquer período da gravidez e idosos com mais de 60 anos. Além disso, deve ser oferecida como reforço anual para pessoas com mais de 5 anos que pertençam a grupos prioritários, incluindo imunossuprimidos, trabalhadores da saúde e comunidades tradicionais, entre outros.

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Apesar de estar incorporada à rotina, a cobertura vacinal ainda está abaixo das metas recomendadas pelo Ministério da Saúde. Em 2025, a vacinação de crianças menores de 1 ano atingiu 2,61%, gestantes 12,38% e idosos 3,82% no Espírito Santo. Os dados reforçam a importância da conscientização e do acompanhamento da vacinação nas unidades de saúde.

Em 2025, o Estado registrou 163 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Covid-19, incluindo 46 óbitos, sendo a maioria em idosos. Segundo Zanotti, “as vacinas são eficazes, seguras e mudaram nossa relação com diversas doenças, prevenindo casos graves e salvando vidas. Manter a imunização atualizada é proteger a si mesmo e à comunidade”.

Confira os grupos prioritários para vacinação contra a Covid-19 segundo a Sesa:

  • Pessoas vivendo em instituições de longa permanência (ILPI)
  • Pessoas imunossuprimidas
  • Indígenas vivendo em terras indígenas
  • Indígenas vivendo fora de terras indígenas
  • Ribeirinhos
  • Quilombolas
  • Puérperas (que não receberam a vacina durante a gestação)
  • Trabalhadores da Saúde
  • Pessoas com deficiência permanente
  • Pessoas com comorbidades
  • Pessoas privadas de liberdade
  • Funcionários do sistema de privação de liberdade
  • Adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas
  • Pessoas em situação de rua
  • Trabalhadores dos Correios.

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