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domingo, 19 setembro, 2021

“Todas as pessoas são donas e cooperadas do Sicoob”, afirma presidente do banco

No mês de julho, o sistema cooperativista ganha destaque no cenário econômico e social por causa do Dia do Cooperativismo, celebrado no primeiro sábado do mês

Por Samantha Dias 

No Espírito Santo, são 134 cooperativas espalhadas pelos municípios, de acordo com o Sistema OCB/ES, que atuam em diversos setores. Entre elas, o Sicoob ES, que é uma instituição financeira cooperativa.

Nesta entrevista, Bento Venturim, presidente do Sicoob ES, fala dos diferenciais do cooperativismo, do próprio Sicoob ES e de como o banco, assim como a maioria dos setores, buscou alternativas e soluções não só para continuar atendendo o público de forma eficiente com seus serviços, mas também para auxiliar os cooperados que estão passando pelo momento atípico causado pela pandemia. “Todas as pessoas são donas e cooperadas do Sicoob”, afirmou.

ESB: Em julho, comemora-se o Dia do Cooperativismo, celebrado no primeiro sábado do mês. Quais os diferenciais de uma instituição financeira cooperativa?

Bento Venturim: A atuação é pautada na valorização das pessoas e empresas que se unem para obter produtos e serviços financeiros. Todas as pessoas são donas e cooperadas do Sicoob. Além disso, o nosso modelo de negócios não visa ao lucro de investidores, mas sim ao desenvolvimento socioeconômico regional por meio do atendimento das demandas dos nossos associados. As pessoas estão em primeiro lugar.

E quais os diferenciais dos serviços oferecidos pelo Sicoob?

Nossos produtos e serviços têm custos competitivos em relação às instituições financeiras convencionais. Aliado a isso, o retorno para os nossos associados, em bons resultados financeiros e sociais, agregam valor ao Sicoob perante às pessoas e empresas que compõem nosso quadro de sócios.

O ano passado foi um ano atípico e de dificuldades para muitos, por causa da pandemia de coronavírus. Quais mudanças/adaptações foram necessárias para continuar atendendo os clientes e suprir as novas necessidades que surgiram com a crise?

Aperfeiçoamos os canais digitais, criamos linhas de crédito específicas para as dificuldades do período e intensificamos a comunicação com o associado por meio da internet e das mídias para orientá-lo da melhor forma possível.

Alguma novidade ou mudança prevista para 2021?

Continuamos crescendo e gerando bons resultados. Até este mês (julho), foram inauguradas novas agências em Nova Rosa da Penha e Jardim América, em Cariacica, e em Petrópolis, no Rio de Janeiro.

Um foco de atuação em evidência é a nossa área social, que contabiliza R$ 1,6 milhão a ser investido em projetos de envolvimento com a comunidade. Ainda estamos ampliando o crédito para empresas por meio do portal creditopj.sicoobes.com.br. Nossa expectativa é de continuar contribuindo, com a liberação de crédito, para a retomada do crescimento da economia regional, que deve ocorrer nos próximos meses.

Qual sua avaliação sobre o Open Banking (abertura dos bancos)?

Estamos nos preparando para esta novidade desde 2017, com o aperfeiçoamento de nossa equipe e dos nossos canais. Acreditamos que o open banking vai ser uma forma eficaz de simplificar o acesso ao crédito e demais produtos e serviços financeiros pela sociedade.

O Sicoob divulgou que foi a instituição que mais liberou crédito para empresas no ano passado. Quais os motivos que ajudam a explicar esse volume maior de liberação e qual a importância desses investimentos diante da pandemia?

Este momento em que estamos vivemos pede mais aproximação e parceria com os cooperados, principalmente com aqueles que tiveram os seus negócios prejudicados. Nós tivemos que intensificar o investimento em tecnologia para disponibilizar soluções da forma mais simples possível, e ampliar a assistência e disponibilidade de crédito aos nossos associados.

Desde o início da pandemia, as cooperativas integrantes do Sicoob ES liberaram mais de R$ 4,8 bilhões de crédito para auxiliar as pessoas e empresas prejudicadas. A cooperativa contabilizou um resultado bruto de R$ 347 milhões e superou a marca dos 400 mil associados, o que reflete o êxito do modelo de gestão das finanças. 

No encerramento de 2020, a instituição totalizou mais de R$ 2,2 bilhões de patrimônio líquido e chegou aos R$ 10,3 bilhões de ativos. 

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