Sebrae-ES foca em nove destinos estratégicos para alavancar economia local e atrair investidores
Por Erik Oakes
O Espírito Santo está dando um novo passo para consolidar o turismo como motor de desenvolvimento econômico e social: o investimento em territórios prioritários. A estratégia é do Sebrae-ES, que aposta no potencial de nove locais.
O assunto foi tema do ES Brasil Debate – Especial Destinos ES, que reuniu representantes do setor para discutir a estratégia. Segundo Christiane Castro, assessora e gerente da Unidade de Competitividade e Produtividade do Sebrae/ES, a ideia é dar atenção especial a localidades capazes de atrair visitantes e gerar transformação.
“São áreas que têm um potencial turístico muito grande e precisam de uma atenção mais profunda para ganhar visibilidade. Queremos que se tornem destinos com atratividade real, como é o caso de Pindobas, em Venda Nova do Imigrante”, explicou.
Os territórios prioritários são:
- Vila de Itaúnas (Conceição da Barra)
- Distrito do Buda (Ibiraçu)
- Pancas
- Vila Turística de Araçatiba (Viana)
- Distrito Turístico de Pindobas (Venda Nova do Imigrante)
- Vila Turística de Araguaia e Santa Maria (Domingos Martins)
- Marataízes
- Pacotuba (Cachoeiro de Itapemirim)
- Complexo Turístico Fazenda Santa Maria (Muniz Freire)
Para José Antônio Boff Buffon, secretário-executivo da Câmara Empresarial de Turismo da Fecomércio-ES, concentrar esforços é essencial. “O turismo depende de muitos fatores: roteiro, narrativa, experiência. Os destinos escolhidos pelo Sebrae já são uma realidade ou estão muito próximos disso. Se tentássemos trabalhar todos os lugares ao mesmo tempo, não haveria impulso suficiente para transformar”, destacou.
Protagonismo da comunidade
Um dos pontos mais debatidos foi o protagonismo da comunidade. De acordo com Cristiane, não há turismo sustentável sem ouvir moradores e empreendedores locais. “Desde o início, o trabalho é de cocriação. Precisamos entender os anseios e as dores da comunidade. É ela quem valida e sustenta o destino”, afirmou. Buffon complementou: “O Sebrae e o governo apoiam, mas o sujeito do processo é a comunidade. Se não houver entidades locais que façam a zeladoria do território, não há como avançar. Turismo é cooperação”.
Outro desafio citado foi o planejamento urbano. Muitos municípios precisarão rever seus Planos Diretores para garantir ordenamento e atrair investidores. “Os territórios turísticos precisam ser protegidos. Sem regras claras, ninguém investe”, observou Buffon. Cristiane reforçou: “Quando o investidor percebe que o município está organizado, fica mais disposto a apostar no destino”.
O debate deixou claro que o turismo capixaba tem potencial para crescer de forma estruturada, desde que combine estratégia, engajamento comunitário e planejamento. Os territórios prioritários podem ser o ponto de partida para transformar vocações em destinos consolidados.

