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Termelétrica de R$ 6 bilhões em São Mateus depende de leilão da Aneel

Grupo Petrocity aguarda leilão marcado para 27 de junho de 2025 para construir usina termelétrica em complexo portuário de São Mateus, no Norte do Estado

Por Kikina Sessa

O projeto de construção de uma usina termelétrica no complexo portuário de Urussuquara, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo, que vem sendo desenvolvido pelo Grupo Petrocity Energia desde 2019, vai participar do leilão de reserva de capacidade na forma de potência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que vai acontecer no dia 27 de junho de 2025.

Com investimento previsto de U$ 1 bilhão (cerca de R$ 6 bilhões), as obras da usina devem ter início um ano após a realização do leilão, ou seja, em junho de 2026, e previsão de conclusão entre 36 a 48 meses, gerando em torno de 3 mil empregos. A capacidade de geração é de 1.84 gigawatts.

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O diretor técnico do grupo, Danilo Caruso, disse que apesar da concorrência ser grande, o grupo está bastante otimista que vai ter espaço e que o projeto é muito competitivo. “Nosso projeto está associado a esse leilão de energia. A gente vai cumprir todos os ritos para participar do leilão e, uma sendo vencedor, vamos para a parte de licitação para iniciar as obras”.

Caruso reforçou que, embora o projeto prevê a instalação dentro do complexo portuário, a usina é independente do porto. O projeto da Petrocity Energia, sociedade formada pela Petrocity Portos e a BD Energética, do Grupo Badin, pode beneficiar os portos do Estado, a região Norte e Noroeste e o Sul da Bahia.

A Portaria Normativa 96/2024, que apresenta as diretrizes para o leilão da Aneel, foi publicada pelo Ministério de Minas e Energia no dia 2 de janeiro de 2025.

Incentivos fiscais

A Assembleia Legislativa aprovou em 2024 um projeto do governo do Estado que concede incentivos fiscais e tratamento tributário diferenciado a empresas ou consórcios que apresentarem novos projetos de geração termelétrica até 2032 no âmbito do Leilão de Reserva de Capacidade tocado pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

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O benefício será destinado ao empreendimento que ficar responsável pela construção do terminal de regaseificação de gás natural liquefeito (TGNL). O Estado não é autossuficiente em energia.

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