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Leilão de energia existente negocia R$ 6,5 bilhões 

Ao todo, foram contratadas 42 usinas que vão suprir a demanda de distribuidoras de energia em 10 estados, incluindo o Espírito Santo

Por Kikina Sessa

Os três leilões de energia existente realizados na sexta-feira (14/11) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) contrataram, ao todo, R$ 6,48 bilhões de 42 usinas das regiões Norte e Nordeste. 

Os três certames geraram uma economia de R$ 1,18 bilhão para os consumidores brasileiros, com um deságio médio de 15,45%,  enquanto o preço médio ficou em R$ 207,81/MWh. 

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Os contratos decorrentes dessas licitações direcionam a energia de 42 usinas das regiões Norte e Nordeste para suprir a demanda de distribuidoras de 10 estados: Espírito Santo, Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

O diretor da Aneel Gentil Nogueira destacou a relevância dos leilões de energia existente para a alocação da energia elétrica que chega à casa dos brasileiros. “Eles já são mais importantes que os leilões de energia nova. Passam por frequentes aprimoramentos e são o futuro da contratação de energia”, afirmou. 

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Os contratos de comercialização de energia no ambiente regulado (CCEARs) foram negociados na modalidade por quantidade de energia elétrica, para energia proveniente de qualquer fonte. O período de suprimento será de dois anos. Os leilões foram realizados no formato virtual e o resultado na íntegra pode ser conferido no site da CCEE. 

“Os resultados de hoje reforçam o sucesso do modelo de leilões no seu objetivo primordial de trazer eficiência para a contratação de energia no setor e economia para os consumidores brasileiros, garantindo a segurança e a sustentabilidade do fornecimento ao longo do tempo. Reforça como o planejamento do setor elétrico é importante e como a atuação conjunta dos entes reguladores e operadores consegue alcançar grandes feitos”, destaca Alexandre Ramos, presidente do Conselho de Administração da CCEE. “Mais uma vez, a atuação conjunta da CCEE e da ANEEL gera ganhos para a população, atratividade para investidores e equilíbrio para o mercado”, afirma o executivo.

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Vencedores

As empresas que se sagraram vendedoras nos leilões foram: Atiaia, Atmo, Auren, Auren Operações, Banco BTG Pactual, Bolt, BTG Pactual Energia, BTG Pactual Sertrading, Cesp Comercialização, Coqueiral, Czarnikow, Danubio UFV, Ecom, EDF RE Verdecom, EDP C, Eleia, Enel Trading, Engeform Comercialização, Engie BR Comercialização, Engie BR Geração, Florenz, Ibitu Comercialização, Indra Energia, Itapebi, Lux, NC Energia, Paecom, Simple, Tradener, E Zeta Energia.

Detalhes dos leilões

  •   35º Leilão de Energia Existente (A-1): Negociou energia com fornecimento de 1º de janeiro de 2026 até 31 de dezembro de 2027. Movimentou R$ 2.164.199.697,60 em transações para a aquisição de 600,4 megawatts médios. O deságio registrado foi de 26,52%, o que resultou em uma economia de R$ 781.122.542,40 em relação ao preço inicial.
  •   36º Leilão de Energia Existente (A-2): Com início de suprimento em 1º de janeiro de 2027 e término em 31 de dezembro de 2028, somou R$ 2.275.240.657,92 em transações para a aquisição de 631,4 megawatts médios. A negociação teve um deságio médio de 14,42%, que levou a uma economia para o consumidor de R$ 383.306.926,08.
  •   37º Leilão de Energia Existente (A-3): Com suprimento que se estende de 1º de janeiro de 2028 até 31 de dezembro de 2029, negociou R$ 2.042.145.635,28, para um total de 546,8 megawatts médios. O deságio foi de 0,99%, resultando em uma economia para a sociedade brasileira de R$ 20.362.092,72.

Os leilões são mecanismos de mercado que visam aumentar a eficiência da contratação de energia, procurando garantir o abastecimento da população com o menor custo. Todas as distribuidoras do Sistema Interligado Nacional contratam a totalidade de seus recursos para atendimento de seu mercado no Ambiente de Comercialização Regulado (ACR). 

As negociações adotam o critério de menor tarifa para definir os vencedores, visando a modicidade tarifária. Para garantir a diversidade da matriz e a modernização da matriz, o setor elétrico realiza diversos tipos de leilões. 

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