
A atuação contemporânea do controle externo exige mais que apontamentos: exige cooperação, diálogo e estímulo à melhoria contínua das políticas públicas
Por Domingos Taufner
Ao chegarmos ao final de 2025, torna-se evidente que a administração pública brasileira atravessa um ciclo de maturidade. A sociedade está mais vigilante, mais informada e mais exigente quanto ao uso dos recursos públicos. Esse movimento tem impulsionado governos e instituições a adotarem práticas mais eficientes, transparentes e centradas no cidadão.
No Espírito Santo, o Tribunal de Contas atuou ao longo de 2025 com firme propósito de orientar gestores, prevenir irregularidades e fortalecer capacidades administrativas.
A atuação contemporânea do controle externo exige mais que apontamentos: exige cooperação, diálogo e estímulo à melhoria contínua das políticas públicas.
A modernização digital seguiu como eixo estruturante. Sistemas integrados, ampliação dos serviços eletrônicos e uso estratégico de dados permitiram maior agilidade e precisão nas decisões governamentais. Essa transformação coloca as instituições em melhor posição para enfrentar os desafios que virão em 2026, especialmente na formulação e avaliação de políticas apoiadas em evidências.
A comunicação pública também ganhou destaque. Em um ambiente de circulação acelerada de informações, o combate à desinformação demandou clareza, responsabilidade e integração entre os órgãos públicos. As redes de comunicação fortalecidas ao longo do ano ampliaram a capacidade de informar o cidadão de modo qualificado e confiável.
Em 2025, o Tribunal também se dedicou a causas de alta relevância social, com destaque para sustentabilidade, equidade racial e enfrentamento à violência doméstica.
Esses temas foram trabalhados por meio da criação de grupos de estudo, realização de pesquisas internas, orientação a prefeitos, debates e eventos que promoveram reflexão e ação prática. Fortalecer essas pautas é fortalecer o compromisso público com dignidade, justiça e inclusão.
Outro avanço importante esteve no campo do planejamento. Ficou claro que gestores que planejam melhor executam melhor. Acompanhamos de perto o Plano Plurianual, as metas fiscais e os instrumentos de gestão, estimulando práticas que tornam as políticas mais efetivas e asseguram o uso responsável dos recursos públicos.
Mas nenhuma política, por mais moderna que seja, se sustenta sem integridade. Ética, transparência ativa e responsabilidade institucional foram norteadores de nossas ações. Instituições íntegras geram confiança — e confiança é o que sustenta a democracia e a boa governança.
Encerramos 2025 com a convicção de que avançamos e com o compromisso renovado de seguir apoiando gestores e aprimorando o controle externo. O Tribunal de Contas do Espírito Santo permanece firme na missão de garantir que cada decisão pública se traduza em benefícios reais para a população capixaba.
Domingos Taufner é presidente do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo TCE-ES
Esse artigo é uma republicação da Edição 231 da Revista ES Brasil – Retrospectiva 2025 – Leia aqui

