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“Tem muita ciência envolvida em cada xícara de café consumido”

O diretor-presidente do Incaper, Franco Fiorot, conta que são muitas as novidades tecnológicas que são lançadas ano a ano, através da pesquisa pública e privada, que permitem o produtor aplicar na propriedade

Por Kikina Sessa

No Dia Nacional do Café, 24 de maio, o ES Brasil entrevista o diretor-presidente do Incaper, Franco Fiorot, para apresentar um panorama da cafeicultura capixaba. Do total de 110 mil propriedades rurais no Estado, cerca de 75 mil têm café plantado, o que representa 70% das propriedades envolvidas na atividade cafeeira. Isso demonstra a força que esse cultivo tem na economia do Estado e a sua importância social e cultural. Em torno de 50% de tudo que é gerado dentro da porteira, no Espírito Santo, é café.

“Saímos de uma produção de 5 milhões de sacas, em 2010, para 11 milhões de sacas nos dias atuais, variando um pouco a cada ano, dependendo das condições climáticas. Esse aumento é fruto do perfil empreendedor do nosso cafeicultor, que investe em tecnologia”, afirma Fiorot.

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“Em cada xícara de café que o brasileiro e o capixaba consomem no seu dia a dia tem muita ciência envolvida, muita tecnologia trabalhada pelo Incaper e outras instituições que permitem esse avanço em qualidade e em produtividade.”

Para ilustrar a importância dos estudos, na década de 1990 a produtividade média do conilon no Espírito Santo era de 9 sacas por hectare. Hoje, são 45 sacas por hectare. Mas há produtores que alcançam 100 sacas por hectare, tendo ainda mais rentabilidade. Isso é fruto da tecnologia transferida ao conhecimento do cafeicultor.

Quanto à gourmetização do café, Fiorot acredita que a bebida nunca vai deixar de ser popular, embora esteja ganhando novos espaços, sendo apreciada em reuniões e em encontros. “Está tendo um novo nicho de mercado e um consumidor requisitando mais qualidade. Isso é muito bom”.

Quanto aos desafios, Fiorot falou do combate a pragas, como o cancro dos ramos, que tem afetado de forma mais intensa os cafezais, e a escassez de mão de obra no campo.

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E o futuro? Na visão do diretor-presidente do Incaper, é positivo. “Temos um arranjo muito bom, de instituições públicas e privadas pensando a longo prazo em projetos estratégicos para o café. Vejo o café continuar contribuindo com a economia do Estado. Temos solidez técnica e solidez na cultura do produtor. O café vai continuar sendo a base, o carro-chefe da nossa agricultura e alcançando outros patamares. Vejo uma crescente na nossa produção, com o café continuando sendo referência no agro capixaba”.

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