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Setor de rochas espera contar com linhas de crédito específicas para exportação

Pleito foi apresentado por entidade que representa o setor de rochas ao Comitê de Enfrentamento das Consequências do Aumento das Tarifas de Importação, do governo do Espírito Santo

Por Kikina Sessa

O setor de rochas, um dos mais afetados pelo aumento da tarifa de importação de produtos brasileiros promovido pelo governo dos Estados Unidos, já que destina mais de 65% das exportações capixabas ao país norte-americano, espera contar com linhas de crédito específicas para exportação, que possam mitigar os efeitos imediatos da taxação.

O assunto foi tratado durante reunião com o Comitê de Enfrentamento das Consequências do Aumento das Tarifas de Importação, do governo do Espírito Santo, realizada na tarde desta segunda-feira (28), no Palácio da Fonte Grande, em Vitória, com a presença do coordenador do grupo, o vice-governador Ricardo Ferraço.

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Mais de 300 empresas capixabas exportam rochas ornamentais para os Estados Unidos. Cidades como Cachoeiro de Itapemirim, Nova Venécia e Serra estão entre as mais afetadas.

Durante o encontro, um dos representantes do setor, o presidente da Associação Brasileira de Rochas Ornamentais (Centrorochas), Thales Machado, relatou a atual apreensão dos empresários e o desafio de competir com mercados como Itália, China, Índia e Turquia. “Hoje, temos cerca de 1.200 contêineres parados que não foram cancelados, mas que estão suspensos à espera de uma definição. Há esperança de ajuste, mas é preciso agir”, pontuou, ressaltando ainda as dificuldades de encontrar mercados alternativos com o mesmo potencial do americano.

As reuniões do comitê continuarão nos próximos dias, com o objetivo de estruturar, de forma conjunta e coordenada, planos de ação que levem em conta as especificidades de cada segmento produtivo, promovendo alternativas viáveis diante do novo cenário internacional.

“É fundamental que os setores atuem de forma coordenada, com foco em dados objetivos e estratégias de diversificação de mercados. É importante entender a margem real de cada empresa e trabalhar com fatos. O momento pede união e ação concreta”, reforçou o secretário de Estado de Desenvolvimento, Rogério Salume.

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Fazem parte do comitê representantes das Secretarias da Fazenda (Sefaz), Casa Civil (SCV), Economia e Planejamento (SEP), além da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes) e Banco do Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes). Juntos, esses órgãos irão trabalhar em um esforço colaborativo para entender o cenário atual e desenvolver estratégias eficazes para mitigar os danos causados por essas tarifas.

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