Em entrevista à ES Brasil, conselheiro do Corecon-ES avalia que a retomada tem efeitos no PIB estadual e na criação de empregos
Por Letícia Arcanjo
A Samarco registrou receita líquida de US$ 1,898 bilhão em 2025 e um EBITDA ajustado de US$ 1,087 bilhão, resultado 30,3% superior ao verificado em 2024.
No período, a produção atingiu 15,1 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro, o maior volume desde a retomada das atividades em 2020. Já as vendas somaram 15,9 milhões de toneladas, crescimento de 68% em relação ao ano anterior, ampliando a geração de receita e a previsibilidade dos resultados.
Para o economista e conselheiro do Corecon-ES, Claudeci Neto, a recuperação financeira da mineradora gera reflexos na economia regional. Segundo ele, a retomada contribui para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) estadual e para a dinamização de atividades econômicas, principalmente, em municípios do litoral sul capixaba, área próxima às operações da empresa.
O economista destaca ainda que a retomada das operações gera impactos sociais e no mercado de trabalho. Segundo ele, a estimativa é de que a mineradora possa gerar cerca de 3.900 novos empregos até 2031. Além disso, ele ressalta que a companhia também atua como uma importante geradora de impostos, contribuindo para a sociedade por meio da arrecadação tributária, que pode ser revertida em serviços públicos para a população.
“Além de aumentar o PIB e movimentar a economia do Estado, essa retomada da Samarco gera emprego, e com os empregos ocorre um aumento na renda, o que tende a dinamizar o comércio e os serviços”, afirma.
De acordo com a companhia, entre os fatores que sustentaram o avanço financeiro está a consolidação do aumento gradual da produção (ramp-up), com operações atingindo 60% da capacidade instalada. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (12), durante uma live com investidores que apresentou os resultados do último trimestre e o consolidado do ano.

