Após registrar dois meses positivos consecutivos: 1,4% em fevereiro e 5,9% em março, a produção industrial do Espírito Santo recuou 3,5% em abril
Por Kikina Sessa
Apesar do aumento na produção da indústria de celulose e papel e de petróleo e gás no Espírito Santo, entre os meses de março e abril de 2025, a produção física da indústria capixaba teve queda de 3,5% em abril de 2025.
De acordo com os dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF), divulgados pelo do IBGE e compilados pelo Observatório Findes, a produção de papel e celulose teve alta de 15,2% em abril, enquanto a de petróleo e gás subiu 1%.
Os resultados dos dois segmentos não foram suficientes para reverter a queda dos demais na passagem de março para abril, na série com ajuste sazonal. Após registrar dois meses positivos consecutivos: 1,4% em fevereiro e 5,9% em março, a produção física da indústria do Espírito Santo recuou 3,5%.
O presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, comenta que o contexto macroeconômico é desafiador e que os juros elevados contribuem negativamente para esse resultado.
“O setor industrial vem se empenhando para continuar avançando, mas esbarramos no alto patamar dos juros. Taxas mais altas significam crédito mais caro para as empresas e os consumidores. No caso das empresas, ele inviabiliza investimentos e dificulta o acesso a recursos de capital de giro, por exemplo, essenciais para as necessidades do dia a dia”, aponta.
Baraona ainda lembra que o setor industrial do Estado é resiliente, aprende com os desafios e sempre está em busca do crescimento socioeconômico do Espírito Santo. “Estamos falando de mais de 20 mil indústrias, que geram quase 273 mil empregos formais de Norte a Sul do ES”, afirma.
Em abril deste ano, na comparação com o mês de março, a produção da indústria de transformação retraiu 2,6%. Entre as quatro atividades pesquisadas pelo IBGE para o ES, três registraram queda: fabricação de produtos alimentícios (-11,1%), fabricação de produtos de minerais não metálicos (-2,2%) e metalurgia (-1,7%). Por outro lado, a fabricação de celulose, papel e produtos de papel cresceu 15,2%.
“O crescimento da produção de papel e celulose em abril mostra um início de segundo semestre positivo, após quedas no primeiro trimestre do ano. O comportamento do setor em abril pode estar relacionado com a ausência de paradas programadas na fábrica da Suzano no Espírito Santo ao longo do segundo trimestre. No primeiro tivemos a parada programada na linha C. Já a próxima parada programada está agendada para ocorrer na linha B no último trimestre do ano”, analisa a economista-chefe da Findes e gerente executiva do Observatório Findes, Marília Silva.o ano anterior”, explica.

