Boris Johnson é eleito primeiro-ministro britânico

Boris Johnson recebeu a maioria dos votos. - Foto: Christopher Furlong/Getty Images

Com ampla maioria de Conservadores no Parlamento, Boris Johnson foi conduzido ao cargo mais alto do país

Mais uma vitória do Partido Conservador na Inglaterra. Boris Johnson foi eleito primeiro-ministro britânico com a maioria dos votos nessa quinta-feira (12).

O partido conquistou a maioria dos votos – 364 assentos no Parlamento -, enquanto seu principal adversário, o Partido Trabalhista, estava com 203, por volta das 8h30 da manhã (5h40 horas, em Brasília). A essa altura, faltava apenas uma cadeira a ser preenchida, dos 650 postos.

Além disso, o primeiro-ministro garantiu o assento no Parlamento por Uxbridge, subúrbio de Londres, com 25.351 votos. E nesta sexta-feira (13), Johnson foi ao Palácio de Buckingham, para permissão à rainha para formar um novo governo.

Em seu discurso de agradecimento, Johnson afirma que “o governo conservador recebeu um novo e poderoso mandato para realizar o Brexit – e não apenas para fazê-lo, mas para unir este país e levá-lo adiante”.

Maioria

A aprovação do projeto de Johnson para o Brexit deverá vir com o apoio da maioria dos conservadores a fim de garantir que o Reino Unido deixe a União Europeia em 31 de janeiro de 2020.

Para isso, o partido precisa de 326 assentos, considerando que, em novembro, o Parlamento tinha 298 conservadores e 243 trabalhistas. Se, de fato, o partido de Johnson tiver a maioria, ele se sentirá em posição confortável para promover a saída do Reino Unido da União Europeia.

Saída do Brexit

O projeto de Johnson deve enfrentar dificuldades para ser aprovado, entretanto, se for confirmada a saída do país do Brexit, será apenas o primeiro passo oficial. O prazo final para a saída será 30 de junho de 2020.

O que pode ocorrer a partir desse cenário é: se houve acordo, deverá ser ratificado, o que pode acarretar meses meses, mas garantirá uma saída organizada. Se não houver acordo,  pode levar até dois anos para o período de transição, mas essa possibilidade está descartada pelo primeiro–ministro. Também pode ocorrer uma saída sem acordo.

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