Ao podcast Destinos ES, Diego e Nathália Coutinho contam como o evento Prainha Vive evoluiu de ação de vizinhança a grande celebração cultural em Vila Velha
Por Ludmila Azevedo
O que era uma simples vaga de estacionamento virou palco de shows, feiras criativas, gastronomia, arte e muita conexão. Assim nasceu, em 2021, o Prainha Vive, movimento cultural idealizado por Diego e Nathália Coutinho, donos de uma tabacaria no bairro histórico da Prainha, em Vila Velha.
“Foi um movimento despretensioso. Começamos com edições de forró na frente da loja, numa vaga de estacionamento. A ideia era chamar o público para a Prainha, que ainda não estava em alta, e apresentar tudo o que o bairro tinha a oferecer”, relembrou Nathália.
Hoje, o projeto está prestes a completar quatro anos e já conquistou uma legião de admiradores. Os eventos mensais, geralmente aos domingos, se tornaram ponto de encontro para moradores de diferentes partes da Grande Vitória e de diversos municípios, mas, principalmente, para os próprios moradores da Prainha.
O bairro, antes apagado, passou a ser redescoberto. “Nitidamente aumentou o número de comércios, artistas e empreendedores na região. A praça na frente da loja está cheia de novos negócios. A gente é realmente apaixonado pelo bairro e hoje estamos mais preparados para receber turistas”, afirmou a empreendedora.
O evento reúne música ao vivo, exposições, feira criativa, vila gastronômica e um clima familiar, com entrada livre e acessível. “Apesar de ter venda de alimentos e bebidas, o visitante pode levar o que quiser: cadeira de praia, lanche, a entrada de animais de estimação também é permitida. Não fazemos proibição, é um espaço aberto e acolhedor”, explicou ela.
A feira criativa, chamada Maré Criativa, tem um sistema de curadoria e recebe atualmente quase 300 inscrições, das quais cerca de 50 são selecionadas por edição. O formulário está disponível na bio do Instagram @prainhavive.
“Recebemos muitas propostas de empresas e fazemos a curadoria com restaurantes, cervejarias e lanchonetes. Também cuido dos artistas, do line-up e da definição das edições temáticas”, contou Diego.
O calendário inclui edições especiais como o feste junina em junho, o rock em julho, o pré-carnaval com o bloco Balança Penha em fevereiro e o jazz e blues em novembro. “A gente também abre espaço para artistas iniciantes. Já revelamos talentos no palco do Prainha. Damos apoio com estrutura de som, acreditamos muito nessa função de incentivar a arte local”, ressaltou o empreendedor.
Mais do que um evento, o Prainha Vive virou símbolo de resistência, amor ao território e fortalecimento comunitário. Como resumiu Nathália, “é um evento para curtir em família, que movimenta a cultura, a economia local e resgata o orgulho de viver a Prainha”.

