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Porto de Aracruz terá capacidade de receber os maiores navios do mundo

Construção do Porto de Aracruz avança no litoral norte capixaba; o terminal foi projetado para receber alguns dos maiores navios do mundo e ampliar a capacidade logística do Estado

O Espírito Santo vai sediar, em breve, o porto mais moderno do Brasil, atualmente em construção no município de Aracruz, no litoral norte do Estado. O empreendimento, desenvolvido pelo Grupo Imetame, representa um marco para a infraestrutura logística nacional e recebeu financiamento do Banco do Nordeste por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Com investimento de R$ 500 milhões, a operação se tornou a maior já contratada pelo Banco do Nordeste no Espírito Santo, refletindo a relevância estratégica do projeto para a economia regional e para o país.

O terminal portuário multiuso ocupa uma área superior a um milhão de metros quadrados e foi concebido para atender às demandas crescentes do mercado externo. Um de seus diferenciais é a profundidade inicial de 17 metros, que permitirá a atracação de embarcações de grande porte — especialmente navios porta‑contêineres que hoje enfrentam limitações para operar na costa brasileira. Com isso, produtos agropecuários e industriais do Espírito Santo e de estados vizinhos poderão ser exportados diretamente da região, sem a necessidade de deslocamento até outros portos, o que reduz custos logísticos, aumenta competitividade e encurta prazos.

A infraestrutura foi planejada para ter potencial de expansão futura: a profundidade poderá chegar a 25 metros, consolidando o Porto de Aracruz como um dos poucos no mundo aptos a receber a nova geração de navios New Post Panamax, além de possibilitar a movimentação de granéis sólidos em embarcações do tipo Capesize. Isso coloca o Espírito Santo em posição de destaque no cenário portuário internacional e abre espaço para novos fluxos comerciais.

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A primeira fase de operação está prevista para o final de 2026. Nessa etapa inicial, o cais contará com dois berços, e o terminal de contêineres iniciará suas atividades com capacidade para movimentar 300 mil TEUs (Twenty-Foot Equivalent Unit) por ano. À medida que o projeto avançar, a capacidade total deve chegar a 1 milhão de TEUs em meados de 2028, tornando o empreendimento um dos principais pontos de escoamento de cargas do Sudeste e do Centro-Oeste. A expectativa é que, logo no primeiro ano, sejam movimentados cerca de 80 mil contêineres e 500 mil toneladas de carga geral.

Para o superintendente estadual do Banco do Nordeste no Espírito Santo, Lourenzo de Oliveira, o novo porto terá papel transformador na dinâmica logística da região. “A construção do porto é um divisor de águas para a região e para o Espírito Santo. É um investimento que vai impactar não só nosso estado, mas todo o país. Estamos cumprindo nossa missão de gerar emprego, renda e desenvolvimento na nossa área de atuação. O Espírito Santo é um estado de oportunidades”, afirmou.

Apoio à infraestrutura em toda a área de atuação

O Banco do Nordeste mantém diversas linhas de financiamento voltadas a projetos estruturantes, especialmente por meio do FNE. Entre as áreas contempladas estão energia renovável, saneamento, logística, transporte, conectividade digital e armazenagem rural — setores fundamentais para o crescimento econômico sustentável.

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