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Pesquisador da Ufes fala sobre fake news em seminário da Câmara Federal

O professor Fábio Goveia participa de um painel dentro do evento que trata da proteção de dados na internet e, principalmente, nas redes sociais

A Câmara dos Deputados realiza nesta terça-feira (22) o Seminário Proteção de Dados Pessoais, em Brasília. O único representante de uma universidade federal a participar do evento é o professor Fábio Goveia, do Departamento de Comunicação Social da Ufes. Ele é coordenador do Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic). A participação será no painel “Tratamento a notícias falsas – fake news” com mais nove especialistas, entre eles representantes do Facebook e Google.

O seminário é uma realização da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados. O trabalho é feito em conjunto com a Comissão Especial do Projeto de Lei 4.060/12 (PL), em tramitação. O texto discute sobre o tratamento e proteção de dados pessoais.

O PL pretende regulamentar as condições com que as informações sobre as pessoas são tratadas pelos detentores dos bancos de dados. Ao mesmo tempo, a intenção é proteger os direitos dos cidadãos que têm dados armazenados em redes sociais, por exemplo. Isso porque a exposição e comercialização de informações estratégicas e da privacidade das pessoas é assunto que preocupa do ponto de vista das liberdades civis e da própria segurança pessoal.

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O seminário vai tratar também da abordagem regulatória para o tratamento de dados pessoais, além do uso de dados pessoais como instrumento de campanha eleitoral e a persuasão da opinião pública.

Laboratório da Ufes é referência

O Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic) é uma referência nacional quando o assunto é monitoramento de redes sociais. Considerado um dos mais importantes laboratórios de Ciência de Rede do mundo, o Labic foi muito citado, recentemente, em jornais e revistas nacionais e internacionais.

Foi realizado um estudo sobre a disseminação de notícias falsas nas redes sociais, também conhecidas como “fake news”, no caso do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, e de seu motorista Anderson Gomes, ocorrido em 14 de março.

O Labic conta com cerca de 20 pesquisadores e bolsistas de áreas como saúde, humanidades e engenharias.

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