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quinta-feira, 13 junho, 2024

Parlamentares capixabas reagem a vitória de Milei na Argentina

Candidato da extrema-direita, Jair Milei venceu Sergio Massa em disputa apertada no 2° turno e despertou reações distintas entre parlamentares do ES

Por Robson Maia

A vitória do candidato de ultradireita argentina, Javier Milei, no último domingo (19), repercutiu entre os parlamentares capixabas com reações distintas. O economista, que representou a coalizão La Libertad Avanza, derroutou o candidato governista e atual ministro da Economia, Sergio Massa.

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Durante o período eleitoral, Milei demonstrou aproximação com as ideias do ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PL), e por diversas vezes atacou o atual chefe do Executivo nacional, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alegando não negociar com “comunistas”. O presidente eleito argentino sugeriu, inclusive, a possibilidade de romper negociações econômicas com o país brasileiro.

A ala bolsonarista capixaba comemorou a vitória de Milei nas redes sociais. Figuras consolidadas da direita capixaba, como o senador Magno Malta (PL) e o deputado federal Evair de Melo (PP) usaram seus perfis para celebrar o que classificaram como uma vitória do conservadorismo na América Latina.

Malta, em uma publicação compartilhada, sugeriu que a Argentina se libertava de anos de retrocesso dos governos “peronistas”, marcados principalmente pela implementação de programas sociais. Evair, na mesma linha, celebrou a derrota do candidato apoiado por Lula, Sergio Massa, e vibrou com a conquista do candidato alinhado a Bolsonaro.

Em contrapartida, o senador Fabiano Contarato (PT), que ao longo do processo eleitoral argentino teceu críticas ao novo presidente eleito, sugeriu a necessidade do governo local reforçar seu compromisso com políticas públicas, sobretudo de direitos humanos.

“A Argentina finalizou hoje mais um processo eleitoral democrtático e com a participação efetiva da população. Independentemente do resultado, Javier Milei deve governar para todos e manter o diálogo com todos os países. É o que se espera de um chefe de Estado. Faço votos de serenidade e equilíbrio na condução do novo governo argentino. Que as autoridades eleitas considerem sempre o necessário e imperioso compromisso com os Direitos Humanos!”, escreveu o parlamentar.

Como foram as eleições na Argentina?

Economista, Milei se caracteriza por ser um candidato antissistema num país abalado por uma grave crise econômica, onde a inflação chegou a 142,7% nos 12 meses terminados em outubro. Ele promete dolarizar a economia e extinguir o Banco Central argentino para acabar com a inflação, mas amenizou outras promessas no segundo turno, prometendo não privatizar a saúde e as escolas públicas.

Alçado à fama como comentarista econômico em programas de televisão, Milei se diz amante de cães e, segundo a mídia argentina, tem vários clones de um cachorro que viveu de 2004 a 2017.

Embora tenha se aliado a políticos da direita tradicional no segundo turno, como o ex-presidente Mauricio Macri e a candidata derrotada Patricia Bullrich, o candidato vencedor atraiu o voto sobretudo dos mais jovens ao se posicionar contra aos políticos tradicionais, que chama de “a casta”.

Durante a campanha, Milei foi comparado a políticos antissistema como o ex-presidente norte-americano Donald Trump e o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro. O futuro presidente argentino define-se como libertário e anarcocapitalista e declarou-se defensor de ideias como a comercialização de órgãos e a livre venda de armas. Durante o segundo turno, criticou o Papa Francisco, a quem chamou de comunista.

Brasil

Pelas redes sociais, antes mesmo da confirmação da vitória de Milei, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou as instituições argentinas pela condução do processo eleitoral, bem como ao povo argentino pela participação “de forma ordeira e pacífica”.

“Desejo boa sorte e êxito ao novo governo. A Argentina é um grande país e merece todo o nosso respeito. O Brasil sempre estará à disposição para trabalhar junto com nossos irmãos argentinos”.

Após informações circularem nas redes sociais sobre uma suposta ausência de Lula na posse de Milei, o ex-presidente Jair Bolsonaro sugeriu viajar para a Argentina em dezembro durante o ato simbólico de transferência do poder.

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