
Vila Velha vive um momento singular. A cidade apresenta forte capacidade de crescimento, localização estratégica, mercado consumidor ativo e vocação para receber novos empreendimentos e negócios
Por Éder Lemke
O debate sobre a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) de Vila Velha vai muito além de uma discussão técnica restrita ao urbanismo. Trata-se, acima de tudo, de uma decisão estratégica sobre o modelo de desenvolvimento que a cidade pretende adotar nos próximos anos. O PDM é o principal instrumento capaz de conectar planejamento urbano, desenvolvimento econômico, sustentabilidade e qualidade de vida.
Vila Velha vive um momento singular. A cidade apresenta forte capacidade de crescimento, localização estratégica, mercado consumidor ativo e vocação para receber novos empreendimentos e negócios. Esse potencial só se converte em investimentos concretos quando há segurança jurídica, previsibilidade regulatória e regras claras. É exatamente nesse ponto que a revisão do PDM se torna decisiva.
A Assevila atua de forma propositiva nesse processo por entender que o Plano Diretor é essencial para os negócios, mas também um instrumento de proteção dos ativos urbanos e ambientais da cidade. Nosso papel institucional é representar o setor produtivo, traduzir suas demandas e contribuir tecnicamente para uma legislação que promova crescimento com equilíbrio e responsabilidade.
Um dos aspectos centrais da revisão do PDM é justamente o compromisso com a sustentabilidade urbana e o bem-estar das pessoas. O novo Plano Diretor reafirma a proteção das áreas ambientais, das zonas sensíveis e da paisagem urbana.
Esse cuidado ambiental não é um obstáculo ao desenvolvimento, é um de seus principais alicerces. Cidades que crescem de forma desordenada acumulam conflitos, insegurança jurídica e perda de qualidade de vida. Já um PDM bem estruturado cria previsibilidade, reduz disputas, valoriza os empreendimentos bem planejados e atrai investimentos alinhados com uma visão de longo prazo.
A revisão do PDM precisa reconhecer as transformações econômicas, sociais e territoriais que Vila Velha já vive. A cidade cresceu, adensou, diversificou sua economia e ampliou sua complexidade urbana. Manter regras desconectadas dessa realidade significa limitar oportunidades, encarecer projetos e comprometer a competitividade do município frente a outras cidades que já avançaram nesse debate.
Quando o Plano Diretor cumpre seu papel, os efeitos positivos são claros: mais investimentos, geração de empregos, ampliação da arrecadação, valorização imobiliária e melhoria da infraestrutura urbana, sempre com crescimento ordenado e respeito ao meio ambiente. Desenvolvimento econômico, sustentabilidade e bem-estar não são agendas concorrentes, mas complementares.
Vila Velha tem todas as condições de se consolidar como um dos principais pólos econômicos do Espírito Santo — com uma cidade mais equilibrada, atrativa e preparada para o futuro. E esse futuro começa agora, com diálogo, responsabilidade e planejamento.
Éder Lemke é Diretor Financeiro da Assevila e Diretor Executivo do Sicoob

