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terça-feira, 26 janeiro, 2021

O Agro fez a travessia no ano da Pandemia

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O agronegócio garantiu divisas para o país, batendo recorde nas exportações

Por Enio Bergoli

RN um ano em que a Pandemia afetou todos os setores econômicos, o agronegócio nacional cumpriu o seu papel e fez com louvor a travessia para 2021. Garantiu a segurança alimentar para 210 milhões de brasileiros e para mais de um bilhão de pessoas em cerca de 170 países. Gerou mais de 102 mil empregos, ficando atrás apenas da construção civil, e foi importante para segurar a inflação do Brasil abaixo de 4%, dentro da meta para 2020.

O agronegócio garantiu divisas para o país, batendo recorde nas exportações. E o saldo total da balança comercial brasileira só foi positivo em 2020 devido à comercialização dos produtos do agro, ao natural e processados. Estimativas da CNA apontam que o PIB do agro aumentou quase 10% e o Valor Bruto da Produção Agropecuária – VBPA cresceu mais de 17%. Números que impressionam, para um ano tão atípico.

Vivenciamos um novo normal no consumo de alimentos no Brasil, fruto da mudança do comportamento alimentar dos brasileiros, diante da Pandemia. Segundo a Cogo Inteligência em Agronegócio, houve um aumento no consumo per capita de alimentos básicos no Brasil de 1 quilo de feijão, 2 quilos de arroz, 1 quilo de carne de frango e de 15 a 20 ovos a mais em 2020, em comparação com 2019. Também cresceu a demanda por leite UHT, lácteos, óleo de soja e demais proteínas.

O aumento da demanda interna, a ampliação das exportações e a desvalorização do real frente ao dólar, dentre outros fatores, determinaram uma elevação dos preços dos alimentos no Brasil, como não se percebia há muitos anos. Entretanto, no médio e longo prazos os preços dos alimentos tendem a baixar ou estabilizar.

Mas, sob a ótica do elo da produção agropecuária, nem tudo são flores, mesmo com o bom comportamento das exportações e dos preços dos alimentos.

Os custos de produção cresceram muito em 2020, com alta significativa dos preços dos insumos agropecuários, como fertilizantes e defensivos.

O Brasil importa cerca de 80% das necessidades de fertilizantes, item importante dos custos de produção da agropecuária. Com o dólar nas alturas, os preços dos adubos subiram na mesma proporção.

Em terras capixabas, o ano de 2020 se encerrou com fatos positivos e negativos.
No conjunto, algumas cadeias produtivas do agro tiveram avanços e outras dificuldades, em face da disponibilidade do crédito rural e do comportamento dos custos dos insumos, dos preços dos produtos e da oferta/demanda. Mas, para a maioria dos arranjos produtivos, 2020 foi melhor que 2019.

As chuvas ficaram próximo das médias históricas do Espírito Santo. Assim, o flagelo da seca histórica de fins de 2014 até 2017 ficou para trás. Contudo, os agricultores não devem relaxar. Olhar no retrovisor serve para que avancem na reservação de água e em métodos mais eficazes de irrigação, que consumam menos água e energia.

A compreensão de que Pandemia tornou o mercado de alimentos ainda mais exigente é fundamental para se estabelecer o cenário futuro. O mercado vai fluir bem apenas para produtos com qualidade, segurança biológica e sem resíduos. Assim, a sustentabilidade dos sistemas de produção é uma premissa para a permanência dos agricultores no mercado.
Mas, se o agro fez a travessia num ano de tantas incertezas devido à Pandemia, está mais robusto para enfrentar todos esses ingredientes no ano que se inicia.
Que venha 2021!

Enio Bergoli, é engenheiro agrônomo do Incaper, especialista em socioeconomia e ex-secretário de Agricultura do Espírito Santo

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