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Novo marco do saneamento é debatido na Ales

Legislação define diretrizes para os serviços de abastecimento de água, tratamento de esgoto e limpeza urbana

Por Leulittanna Eller Inoch 

O novo Marco Regulatório do Saneamento Básico será debatido nesta quinta-feira (10), às 14 horas pela Frente Parlamentar de Fiscalização de Obras de Coleta e Tratamento de Esgoto no Estado do Espírito Santo debaterá. A reunião contará com a presença do especialista em direito ambiental, planejamento regional e gestão de cidades, Nilton Costa Filho.

Atualização

O novo Marco Legal do Saneamento Básico (Lei 14.026/20) foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro no dia 15 de julho deste ano. A legislação atualiza a Lei 11.445/2007, conhecida como Lei do Saneamento Básico, que define diretrizes para os serviços de abastecimento público de água, esgotamento sanitário, coleta e manejo de resíduos e limpeza urbana, além de drenagem e manejo de águas pluviais urbanas.

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A norma altera outros seis dispositivos legais já existentes, entre eles a Lei 9.984/00, que cria a Agência Nacional das Águas (ANA), responsável pela implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos; a Lei 11.107/05, que trata das normas para contratação de consórcios públicos; e a Lei 12.305/10, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Universalização

O Marco Regulatório do Saneamento Básico defende que 99% da população tenha água potável em casa, coleta e tratamento de esgoto até dezembro de 2033.

A medida também visa fomentar ações para diminuição do desperdício de água, aproveitamento da água da chuva e estímulo de investimento privado através de licitação entre empresas públicas e privadas, além de facilitar a privatização desses serviços.

De acordo com o Ministério da Saúde, atualmente, apenas 6% da rede de água e esgoto é gerida por empresas privadas. Os mesmos dados mostram que o Brasil contabiliza cerca de 15 mil mortes e 350 mil internações por ano em decorrência da falta de saneamento básico.

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De acordo com dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, em 2018, 101 milhões de pessoas (quase metade da população) não tinham acesso ao serviço de coleta de esgoto e 39, 4 milhões não tinham não têm acesso à água potável.

Colegiado

A Frente Parlamentar (FP) de Fiscalização de Obras de Coleta e Tratamento de Esgoto é presidida pelo deputado Gandini (Cidadania) e tem Alexandre Xambinho (PL) como secretário-executivo. Os outros componentes da FP são Carlos Von (Avante), Luciano Machado (PV), Coronel Alexandre Quintino (PSL), Marcos Garcia (PV), Delegado Lorenzo Pazolini (Republicanos), Renzo Vasconcelos (Progressistas), Hudson Leal (Republicanos) e Vandinho Leite (PSDB).

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