Bolívia tem nova presidente reconhecida pelo Brasil

A senadora Jeanine Áñes assumiu interinamente a presidência da Bolívia. - Foto: Divulgação / AP

O Brasil reconheceu a nova presidente da Bolívia, a senadora Jeanine Áñez

Após a renúncia de Evo Morales no domingo (10), a senadora Jeanine Áñez assumiu a presidência da Bolívia interinamente. A senadora do partido oposicionista Unidad Demócrata declarou-se presidente nesta terça-feira (12).

Por meio de sua mídia social, Jeanine escreveu. “Assumo imediatamente a presidência”, publicou.

Por conta da renúncia também dos presidentes do Senado e da Câmara e o primeiro vice-presidente do Senado, como segunda vice-presidente da Casa, a parlamentar entendeu que cabia a ela assumir o posto deixado por Morales.

Em publicação no Twitter, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil saudou a determinação de Jeanine em querer a realização de novas eleições e diz que quer aprofundar a “fraterna amizade” entre Brasil e Bolívia.

Evo Morales

O anúncio da renúncia de Evo Morales foi feito por meio da TV na cidade de Cochabamba, no domingo, em meio à escalada dos protestos da eleição realizada em 20 de outubro. Saiba mais aqui!

O anúncio partiu de um comunicado da imprensa boliviana que afirmou que a população realizaria diversos ataques a residências, incluindo casas de familiares de Morales, e a prédios públicos.

O ex-presidente da Bolívia chegou ontem ao México, país que lhe concedeu asilo político. Segundo o chanceler mexicano, Marcelo Ebrard, o avião em que Morales estava teve dificuldades até pousar na capital mexicana devido às dificuldades em se obter autorização para sobrevoar espaços aéreos de países pelo caminho. Bolívia e Equador, por exemplo, não autorizaram.

Evo Morales e o ex-vice-presidente Alvaro García Linera foram recepcionados no México, onde receberam asilo político. – Foto: Getty Images

Morales afirmou que ainda na pista do aeroporto da Cidade do México, grupos ofereciam até US$ 50 mil para que o entregassem. Ele alegou que soube disso um dia antes de deixar o cargo.

“Por isso, estamos muito agradecidos. Salvaram nossa vida”, disse Evo Morales.

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