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quarta-feira, 17 DE julho DE 2024

Natureza e aventura em um único lugar

Parque do Forno Grande abriga o segundo ponto mais alto do Espírito Santo, lindas quedas-d`água e trilhas para quem gosta de contemplar uma riqueza biológica

O canto de dezenas de espécies de pássaros e a presença de animais nativos e da rica flora, que inclui guapebas, ipês, quaresmas e cedrelas, são alguns dos atrativos do Parque Estadual do Forno Grande, no município de Castelo, no Sul do Estado. Aberta à visitação, a reserva natural, criada em 31 de outubro de 1960, abriga ainda o segundo ponto mais alto do Espírito Santo, o Pico do Forno Grande, com 2.039 metros de altitude.

Mas por que o maciço rochoso, anteriormente utilizado como um ponto de referência das caravanas que seguiam em direção a Minas Gerais para explorar ouro, recebeu esse nome?  Como a população que vive no entorno tem forte influência da colonização italiana, o cume foi assim batizado por ser semelhante aos fornos de assar pães, tipicamente utilizados pelos imigrantes. Também é dessa ascendência que vem a tradição dos cultivos de café, morango e hortaliças, produtos bastante presentes na região.

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O parque, aberto ao público, apresenta trilhas de fácil acesso, onde há pontos de água potável (bicas), bancos e mesas para contemplação, descanso ou lanche. O Centro de Visitantes Olavo Perim Galvão conta em sua estrutura com banheiros, bebedouros e museu, com coleções de flora e fauna, incluindo bichos empalhados encontrados na floresta.

SUBIDAS

Quem deseja se aventurar e conhecer novos ambientes e espécies vegetais pode se render sem medo às trilhas. A subida pode ser feita com ou sem guia turístico. Sinalizadores em cada ponto fazem alusão ao sistema solar, com explicações sobre cada planeta. É possível percorrer as trilhas desde as áreas de floresta densa a vegetações típicas de campos rupestres.

Quem passa por lá confere, ainda, o processo de restauração florestal. A fauna também deixa, literalmente, suas impressões: as pegadas de bichos em extinção, como a jaguatirica, a suçuarana e a preguiça-de-coleira.

Conheça os pontos principais encontrados na trilha

Cachoeira: Uma das partes mais atrativas do parque. A cachoeira situada logo na subida da trilha tem uma queda-d’água de aproximadamente 30 metros de altura. O local é um pouco íngreme e para chegar até lá é necessário caminhar uma média de 30 minutos. Distância: 290 metros.

Gruta da Santinha: Uma pequena gruta natural com a imagem de Nossa Senhora Aparecida. A subida é fácil e ao chegar lá é possível descansar em bancos instalados ao redor. Para quem é religioso, o lugar é ideal para fazer uma prece. Distância: 400 metros.

Poços Amarelos: Várias piscinas naturais formam os Poços Amarelos, que levam esse nome por causa da cor da água, resultado da quantidade de ferro nela presente. O visitante pode se banhar tendo uma vista simplesmente incrível. O percurso dura em média duas horas. Distância: 950 metros.

Mirante da Pedra Azul: O ápice do parque. Quem chega ao cume se sente um verdadeiro desbravador. Lá do alto é possível contemplar a vista panorâmica dos municípios de Castelo. Venda Nova do Imigrante, Domingos Martins e Vargem Alta, além do Frade e a Freira, do Parque do Itabira e do Pico da Bandeira. É de encher os olhos! Distância: 2.100 metros de altitude.


Como visitar o parque?

O acesso é feito por estrada de terra em bom estado de conservação. Os caminhos que levam ao destino são:

– De Pedra Azul, passando por Alto Caxixe até o parque: 28 km.
– Do Trevo da Fazenda do Estado, passando pelo Caxixe Frio até o parque: 23 km.
– De Pedra Azul passando por São Paulinho do Aracê até o parque: 28 km.
– De Cachoeiro, passando por São Paulinho do Aracê até o parque: 77 km.
– De Castelo, passando pela Fazenda da Prata até o parque: 32 km.
– De Castelo, passando pelo Limoeiro até o parque: 42 km.

Horário de funcionamento: todos os dias, das 8 às 17 horas.
– O passeio pode ser feito por grupos de no máximo 40 pessoas até a Cachoeira e a Gruta da Santinha; e de no máximo de 20 pessoas até os Poços Amarelos e o mirante.
– O parque não possui lanchonete em seu interior. O recomendável é que o visitante leve água e um lanche leve, ou desfrute dos restaurantes localizados nas proximidades.

 

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