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Líder da XP no ES traça estratégia para investir em 2026; assista

A proteção do patrimônio ganha destaque em cenário de incertezas econômicas e conflitos globais, exigindo diversificação na hora de investir 

Por Amanda Amaral 

O início de 2026 aponta um cenário desafiador para o investidor no Espírito Santo. Além dos muitos feriados ao longo do ano, também serão realizadas eleições para presidente e governador e uma Copa do Mundo. Já foi sinalizado pelo Comitê de Política Monetária (Copom), a queda da Taxa Selic, hoje em 15%, contudo a previsão do mercado é de que, em 12 meses, ela chegue a 12%, o que ainda é considerado alto.

Diante desse cenário, Cecília Perini, líder da XP Investimentos no Espírito Santo e em Minas Gerais, analisou os riscos e as oportunidades para o primeiro semestre desse ano, destacando que a “receita do sucesso” passa, obrigatoriamente, pela diversificação de ativos.

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Para ela, o investidor brasileiro se beneficiou por muito tempo das taxas de juros elevadas, o que gerou um certo comodismo em manter 100% da carteira vinculada à Selic. No entanto, com o viés de queda sinalizado pelo Copom para a reunião de março, o cenário muda.

“O investidor muitas vezes não se atentava para o risco de estar totalmente vinculado à taxa de juros. Agora, com a expectativa de queda, abrem-se janelas para diversificar a carteira e olhar o que vem daqui para frente”, afirmou a especialista.

Com relação às eleições, Cecília explica que o mercado não espera o dia da votação para reagir; ele “precifica” as tensões antecipadamente. Para mitigar riscos, a orientação é focar em três pilares: dolarização; ouro; e ativos reais.

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Apesar das tensões geopolíticas globais — incluindo conflitos na Europa e incertezas na América do Sul —, em contraponto, Cecília observa que o Brasil tem atraído recordes de capital estrangeiro. “A tensão nos EUA faz com que mercados emergentes voltem a ser atrativos. O Brasil, e naturalmente o Espírito Santo, se beneficia desse fluxo”, pontua.

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Na entrevista, a líder da XP no ES e MG, fala ainda sobre as possibilidades de investimentos no agronegócio capixaba e para produtores rurais, além da ambiência de inovação no Espírito Santo, comentando a entrada da fintech PicPay – que nasceu no estado, na Bolsa de Nova York.

Ouça a entrevista na íntegra:

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