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domingo, 14 abril, 2024

Itaú, Marfrig, Rabobank, Suzano, Santander e Vale criam a Biomas

A empresa Biomas tem como objetivo atingir uma área total restaurada e protegida de quatro milhões de hectares

Por Amanda Amaral

Com o objetivo de regenerar ecossistemas brasileiros, o Banco Itaú, Marfrig Global Foods, Rabobank, Santander, Suzano e Vale vão cada um investir inicialmente R$ 20 milhões para a criação da empresa Biomas. A iniciativa, ao longo de 20 anos, pretende atingir uma área total restaurada e protegida de quatro milhões de hectares de matas nativas na Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado.

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A área é equivalente ao território da Suíça ou do estado do Rio de Janeiro. A empresa nasce com planos de restaurar dois milhões de hectares de áreas degradadas, a partir do plantio de aproximadamente dois bilhões de árvores nativas, em um modelo de negócios em larga escala.

O anúncio da criação da nova empresa foi realizado nesta segunda-feira (14), durante a Conferência do Clima, a COP27, no Egito. A iniciativa também conservará e preservará dois milhões de hectares. Além de remoções e emissões evitadas, o projeto pretende retirar da atmosfera aproximadamente 900 milhões de toneladas de carbono equivalente durante o período de duas décadas. Além disso, estima-se que a nova empresa contribuirá para a proteção de mais de 4.000 espécies de animais e plantas.

Iniciativa inédita

Walter Schalka, presidente da Suzano, participou do evento de lançamento, afirmando; “reunimos a força dessas empresas em iniciativa inédita no mundo para promovermos um movimento de elevado impacto positivo, com condições efetivas de gerar e compartilhar valor com comunidades locais e o meio ambiente, a partir da promoção de ações de restauração, conservação e preservação. Não há mais tempo para promessas, é hora da ação”.

Aporte inicial

A expectativa do grupo formado por grandes companhias com presença global é, além dos benefícios ambientais da iniciativa em si, contribuir para estimular o desenvolvimento regional e o fortalecimento das comunidades locais com seu envolvimento na cadeia de valor.

A Biomas contará com um aporte inicial de R$ 20 milhões de cada sócia, a serem destinados a suportar os primeiros anos de atividade da empresa. O objetivo da Biomas é promover um modelo de negócio sustentável também do ponto de vista financeiro, viabilizando cada projeto de restauração, conservação e preservação a partir da comercialização de créditos de carbono.

biomas
Planta da Suzano localizada em Aracruz, Espírito Santo. Foto: Divulgação/Suzano

Produção em escala

A primeira etapa do projeto consistirá na identificação e prospecção de áreas, fomento a viveiros para produção em escala de árvores nativas, engajamento de comunidades locais nas atividades da empresa, discussão sobre aplicação do projeto em áreas públicas, parceria com plataformas de certificação de créditos de carbono e a implementação de projetos pilotos. A partir de 2025, o objetivo é ampliar a escala até alcançar a meta de 4 milhões de hectares.

Mario Leão, presidente do Santander Brasil, afirmou que: “os grandes desafios do clima e da biodiversidade demandam ações ambiciosas e atores que tenham capacidade de execução, com qualidade e velocidade. Nos juntamos à Biomas com esse objetivo em mente: sete grandes empresas com uma meta comum, gerando impacto altamente positivo para a floresta, para a economia e para as comunidades locais”.  Já o presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, comentou sobre os esforços do setor privado.

“Somos parceiros da Biomas porque é uma iniciativa pioneira que amplia os esforços do setor privado brasileiro para gerar impacto socioambiental positivo em escala. A Vale já ajuda na proteção de 1 milhão de hectares, dos quais 800 mil estão na Amazônia, e se compromete, até 2030, a recuperar e proteger 500 mil hectares de áreas além de suas fronteiras”, disse. 

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