Um legado de viveiros, com animais diversos e edificações históricas

Foto: Leonardo Meira

O Instituto Nacional da Mata Atlântica, fundado pelo naturalista Augusto Ruschi, é o berço de espécies da fauna e flora brasileiras

Colibris, orquídeas de várias espécies e muito verde. Tudo isso e muito mais pode ser encontrado no Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), localizado em Santa Teresa. Considerado um dos principais polos que estudam a biodiversidade, foi criado por meio da transferência do Museu de Biologia Professor Mello Leitão, fundado pelo naturalista Augusto Ruschi em 1949.

Formada por 120 mil espécies da fauna e 53 mil exemplares da flora brasileira, sobretudo da Mata Atlântica, a área constituída por 80 hectares também serviu por muito tempo de moradia para a família Ruschi, que plantou algumas árvores centenárias encontradas no parque do museu.

Em 5 de fevereiro de 2014, por intermédio da Lei 12.954, foi vinculada à Fundação Nacional Pró-Memória (FNPM), do Ministério de Educação e Cultura (MEC). Desde então, o museu vem sendo readequado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

A partir dos anos 1990, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) incorporou o Instituto, transformando-o em um ambiente para pesquisas.
E qual é a sua principal missão? Proteger e ampliar o legado deixado pelo naturalista. Por ser um espaço destinado aos estudos naturais, recebe cerca de 30 mil visitantes por ano, sendo mais da metade alunos do ensino fundamental e médio. Vale destacar que muitos turistas brasileiros e estrangeiros também visitam o local mensalmente.

O Instituto é constituído por três unidades: o Museu de Biologia Prof. Mello Leitão, onde está localizada a sede administrativa do INMA; a Estação Biológica de Santa Lúcia; e a Estação Biológica de São Lourenço, também conhecida como “Caixa-d’Água”. Que tal conhecê-lo?

Quem foi Augusto Ruschi?

Agrônomo, ecologista e naturalista, Augusto Ruschi nasceu em 12 de dezembro de 1915, em Santa Teresa, interior do Espírito Santo. Durante a infância, teve proximidade com as orquídeas colecionadas pelo pai, o agrimensor italiano Giuseppe (José) Ruschi, além de colecionar insetos e plantas.

Considerado autodidata em taxonomia de animais e vegetais, desenvolveu estudos sobre silvicultura, reflorestamento, pragas agrícolas, uso de inseticidas na lavoura, biologia de morcegos para o combate à raiva bovina.

Graças às suas descobertas – por exemplo, a identificação do desmatamento como o primeiro passo para a formação de desertos –, teve seu nome eternizado como defensor do meio ambiente. O “patrono” da ecologia no Espírito Santo faleceu em 3 de junho de 1986.

O que visitar no Instituto Nacional da Mata Atlântica?

Em cada espaço é realizado um trabalho minucioso de pesquisa e conservação. São muitos os pavilhões, por isso vamos listar os principais. Fique atento!


Pavilhão de Ornitologia

Na sede existe um local que abriga uma coleção de bichos taxidermizados (técnica de preservação de animais mortos preenchidos com palha para conservação das características físicas), com destaque para a coleção de aves.


Jardim Rupestre

Este é um local muito bonito esteticamente. Consiste em um jardim de pedra, em que as plantas se adequaram por conta do clima e tempo condição aquática, entre outras questões. São todas catalogadas e muito valiosas para o INMA.


Estande de Orquídeas

Este foi o primeiro pavilhão erguido na sede, chamado de “Estande de Orquídeas Dr. Frederico Carlos Hoehne” (considerado o maior conhecedor das orquídeas brasileiras, depois de Barbosa Rodrigues). Nele são exibidas informações sobre várias espécies de orquídeas cultivadas no Brasil.


Biblioteca

Um dos locais mais interessantes do instituto, a biblioteca conta com um acervo de aproximadamente 3.994 títulos de obras, 565 títulos analíticos e 1.187 títulos periódicos. Além disso, guarda 25.319 exemplares, voltados, principalmente, para a área de Ciências Biológicas. Vale a visita!



Instituto Nacional da Mata Atlântica

Endereço: Avenida José Ruschi, nº 4, Santa Teresa (ES)
Horário de funcionamento: 8 às 17 horas
Visitas agendadas pelo e-mail: [email protected]
Contato: (27) 3259-1182 ou (27) 3259-2100.
Entrada gratuita
Saiba como chegar:
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