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quinta-feira, 28 maio, 2020

Indústria têxtil e de confecção já sofrem os impactos da pandemia

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Cerca de 97% dos empresários do setor revelam já estar sentindo impactos negativos da paralisação da economia provocada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2)

Os sinais de que impactos na economia por conta do novo coronavírus (Sars-Cov-2) já começaram a apontar nas indústrias têxtil e de confecção. Um enquete realizada pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) revela que 97% dos empresários do setor revelam já estar sentindo impactos negativos da paralisação da economia provocada pela doença.

Até a última sexta-feira (27), as empresas negativamente afetadas, 88% apontam o cancelamento ou adiamento dos pedidos por parte dos clientes, devido ao receio de queda em suas vendas. Em 66% das fábricas, há problemas para o escoamento da produção e entrega dos produtos e 41% indicam dificuldades para conseguir insumos. Estes também já estão tendo seus preços alterados, conforme percepção de 28% dos entrevistados.

No Espírito Santo, a situação já é considerada crítica. De acordo com o presidente da Câmara da Indústria de Vestuário, José Carlos Bergamin, a região noroeste do Espírito Santo, que a que detém a maior empregabilidade, é a que trabalha com o modelo de produção sob encomenda no Brasil e já começa a recusar pedidos.

confecção
As confecções também sofrem com o impacto da pandemia do coronavírus. – Foto: Reprodução

Segundo ele, em municípios como Cachoeiro de Itapemirim, São Domingos do Norte e Marilândia, que vendem para lojas multimarcas, não fazem pedidos e não tem recursos para para pagar os funcionários.

“Todos estão cancelando as encomendas e cidades como São Gabriel da Palha, por exemplo, porque possui 3 mil profissionais sem serviço. Patrões não conseguem pagar a folha e também não há demissões, pois não há recurso para isso. A situação é dramática”, disse ele.

Bergamin afirma que esta é mais uma crise que o setor de vestuário enfrenta e que não há otimismo entre os empresários. “Somos intensos em mão de obra. Empregamos muito. Mas nunca houve sobra de caixa. A China, a Ásia toda já matava nossa competitividade em 20 anos. Tivemos outra crise há 5 anos, que nos enfraqueceu. Agora esta crise não haverá chance de recuperação tão rápido, infelizmente”, observa.

O empresário ressalta que mesmo com os investimentos e planos anunciados pelo governo estadual não serão suficientes para o reaquecimento do setor. “O tempo da retomada será o suficiente para manter as estruturas funcionando. Os balanços são ruins. Os créditos anunciados pelo governo não sairão tão rápido. As análises são demoradas, ou seja, são intermediados pelos bancos, que são os que mais lucram. Muitas empresas vão quebrar”, finalizou.

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