O objetivo é iniciar em até 03 anos a exportação de cremes anestésicos produzidos na Serra para a América Latina
Produzindo 25 milhões de medicamentos por mês, a Aspem Pharma, indústria farmacêutica localizada no Terminal Industrial Multimodal da Serra (TIMS), em 2022, tem pretensões de investir em tecnologia e ampliar sua fábrica, injetando R$ 50 milhões no negócio capixaba.
O objetivo é iniciar, em até 03 anos, a exportação de cremes anestésicos produzidos no Espírito Santo para a América Latina. A fábrica da empresa sul-africana está no país há 12 anos e ocupa um terreno de 27 mil metros quadrados no complexo. É uma das maiores do mundo e a primeira unidade industrial da companhia no Brasil.
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Faturamento em 2021
Os índices representaram um faturamento de R$ 490 milhões, entre junho de 2019 e junho de 2020, gerando perspectiva de fechar a receita em 2021 em R$ 590 milhões, alta de 20,4%.
Para atender ao mercado brasileiro, são produzidos medicamentos anestésicos, fitoterápicos, de prescrição, remédios que agem no Sistema Nervoso Central, cardiometabólicos e biotecnológicos, além de produtos de venda livre em farmácia.
Pandemia da Covid-19
Desde 2020, com a alta demanda provocada pela pandemia de Covid-19, o laboratório vem registrando um crescimento na procura pelos medicamentos fitoterápicos, segundo informações do TIMS. Entre os mais procurados estão o Calman (40%) e o Leite de Magnésia de Philips (131%), indicados para o tratamento de insônia, ansiedade e dores no estômago.
“A Aspen Pharma é mais um importante player instalado no Terminal, sobretudo nesse momento de pandemia sendo enfrentada. Para além da produção dos medicamentos, vale frisar a posição de escoamento: à beira de uma importante rodovia federal, a pouquíssimos minutos do aeroporto e também num raio próximo ao porto – isto é, produtos de saúde, de suas mais diversas vertentes, perto de tantos modais. Todos ganham: o Espírito Santo, a economia e a população”, avaliou o diretor do TIMS, Gabriel Checon.

Investimentos em 2022
Com o avanço da vacinação no país e o cenário econômico favorável, a planta no Brasil planeja aproveitar o boom da procura pelos medicamentos fitoterápicos para investir R$ 50 milhões em tecnologia e na ampliação da fábrica instalada no ES, antecipando o aporte que estava previsto para ocorrer em cinco anos.
Com a ampliação, a empresa pretende iniciar em até três anos o processo de exportação de cremes anestésicos produzidos no Brasil para as filiais na América Latina, o que representará uma receita equivalente até 25% do faturamento.
Terminal Industrial
Gabriel Checon fez questão de ressaltar que no TIMS são implementadas empresas de diversos segmentos como: aço, alimentos, medicamentos, granitos, autopeças, transporte, logística, entre outras. O complexo abriga outros grandes players do mercado como Buaiz Alimentos, Sephora, Arcelor e Pimpolho.

