Índice de emprego da construção cai 5,7 pontos entre outubro e novembro de 2025 no ES, retornando à zona de contração, segundo pesquisa
Por Amanda Amaral
O setor da construção civil segue enfrentando problemas com relação a mão de obra. No terceiro trimestre de 2025, em relação ao emprego, o índice apresentou redução, entre outubro e novembro. O levantamento indicou retração na atividade e no emprego do setor no Espírito Santo.
As informações são da pesquisa Sondagem Indústria da Construção, referente a novembro de 2025, divulgada pelo Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes). Entre outubro e novembro, o índice do número de empregados caiu 5,7 pontos, passando de 51,5 para 45,8 pontos, retornando à zona indicativa de contração, indicando redução do emprego no setor.
Em relação a outubro, o índice de nível de atividade recuou 4,7 pontos, marcando 44,7 pontos. O recuo manteve o indicador abaixo da linha divisória de 50,0 pontos, indicando contração da atividade. Movimento semelhante foi observado no indicador de nível de atividade em relação ao usual, que caiu 3,0 pontos e também registrou 44,7 pontos, apontando que o desempenho do setor permaneceu aquém esperado pelos empresários.
Além disso, a Utilização da Capacidade de Operação (UCO) diminuiu 2,0 pontos percentuais, alcançando 69%, o que sugere aumento da ociosidade na indústria da construção capixaba no mês, reforçando o indicativo de queda na atividade. Entre os problemas enfrentados pelo setor o indicador Falta ou alto custo de trabalhador qualificado e Falta ou alto custo de mão de obra não qualificada receberam a maior pontuação, 33 e 26, respectivamente.
Em coletiva de imprensa realizada semana passada sobre o indicador de Atividade Econômica da Findes, o presidente da entidade, Paulo Baraona, comentou sobre o mercado de trabalho na área da construção civil. Atuante no ramo, o dirigente explicou que, a atual geração quer ter liberdade de emprego e não querem se sentir presos à CLT. “O mundo mudou nos últimos anos. Estamos agarrados a uma legislação que tem mais de 80 anos. Agente precisa entender a sociedade de hoje, os jovens de hoje. E isso é o problema. Esse é um problema, exatamente na formação de mão-de-obra, porque você não tem segurança jurídica hoje para fazer uma contratação diferenciada. A gente precisa reverenciar isso, porque isso depende do Congresso Nacional”, disse.

