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Juros em queda animam indústria da construção em 2026

Expectativa é de retomada das vendas após um 2025 abaixo do esperado

A indústria de materiais de construção espera uma recuperação das vendas neste ano, após fechar em queda no ano passado. A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) projeta elevação de 1,9% das vendas do setor em 2026.

A expectativa da Abramat é que as vendas sejam impulsionadas pela redução dos juros da economia brasileira, combinadas com uma demanda aquecida de materiais por parte das construtoras que atuam no Minha Casa Minha Vida (MCMV) e nas obras de infraestrutura.

Além disso, a indústria espera se beneficiar de políticas públicas voltadas ao setor, como o programa Reforma Casa Brasil, lançado no fim do ano passado, com um orçamento de R$ 40 bilhões para financiar a compra de materiais por famílias de menor renda.

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“O ano de 2026 começa com perspectivas mais positivas”, afirmou o presidente da Abramat, Paulo Engler. “Esperamos que os programas habitacionais e de reformas residenciais para baixa renda, além da redução dos juros, criem um ambiente mais favorável para toda a cadeia da construção civil”, acrescentou.

2025 ficou abaixo do esperado

A indústria de materiais de construção fechou 2025 com uma queda de 1,2% no faturamento. O dado já considera a inflação do período. Em dezembro, houve retração de 5% na comparação anual.

O resultado consolidado de 2025 ficou abaixo do esperado pela Abramat, cuja previsão inicial era de alta de 2,8%. Mas com as vendas fracas, a associação cortou a projeção em setembro, passando a estimar uma alta de 1,8%, o que também não se concretizou.

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As vendas de materiais de construção estavam em alta no primeiro semestre de 2025, mas perderam força na segunda meta do ano. Na visão da Abramat, essa deterioração foi um reflexo da manutenção dos juros básicos da economia brasileira em um patamar elevado por um prazo muito longo, esfriando as vendas do setor. A maior retração ocorreu no consumo de materiais pelas famílias.

Com informações da Estadão Conteúdo – Economia, Circe Bonatelli

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